Conselho do Governo já aprovou o anteprojeto de lei que facilita processos na maior região produtora da Espanha

por Silvia Mascella Rosa
A região de Castilla-La Mancha é a que possui, não apenas na Espanha, mas no mundo inteiro, a maior superfície plantada de vinhedos e, apenas no ano passado (um ano de baixa produtividade), fez 22,8 milhões de hectolitros de vinho e mosto. "Não apenas somos uma potência, como somos uma potência ainda em crescimento forte nos últimos anos", disse Francisco Martínez Arroyo, conselheiro de Agricultura, Água e Desenvolvimento Rural da Espanha, em uma coletiva de imprensa onde anunciou a aprovação do anteprojeto da "Lei da Uva e do Vinho" da região de Castilla-La Mancha.
A região já tinha leis que protegiam a auxiliavam o setor vitivinícola, mas em 2013 elas foram derrubadas pelo governo federal e não foram substituídas, até agora. O conselheiro Arroyo acredita que a lei será aprovada até o meio do ano e explicou que essa nova versão é muito moderna e permitirá facilitar e flexibilizar processos e autorizações, como por exemplo a aprovação de cultivo de novas variedades de uvas, permitindo que o setor se adapte ao que demandam os consumidores do mundo.
Entre as várias novidades que a lei trará estão a possibilidade de incorporar mais informações nos rótulos dos vinhos que tem indicação geográfica ou denominação de origem (como nomes de municípios, por exemplo) e a necessidade de que passe a existir um órgão de gestão (que deverá ser reconhecido pelo conselho) obrigatório para cuidar do controle de qualidade dos produtos da região. O texto da lei permite que o setor se autorregule, mas para isso o órgão interprofissional precisará cuidar e garantir que exista como rastrear toda a cadeia vitivinícola da região, até mesmo com a utilização de QR code para que o consumidor possa se relacionar diretamente com o produtor: "Essa é uma das inovações que vai nos permitir revolucionar o setor do vinho e para isso já estamos digitalizando todas as informações das vinícolas", disse Arroyo.
Entre tantas novidades da lei para o setor, uma delas, por fim, vai chamar a atenção dos consumidores, a nova denominação 'Vinos de Finca". Isso se trata, segundo explicou Arroyo, de locais dentro de uma Denominação de Origem que, estando perto de uma vinícola, poderão utilizar as uvas, fazer o vinho e, sem abandonar as regras da DO, incorporar o local determinado onde são feitos. "Muitas vinícolas querem diferenciar seu produto por ser feito num determinado local, atitude, município específico e isso será possível com o conceito do ‘Vino de Finca'", explicou o conselheiro.
+lidas

60 anos do Julgamento de Paris e seu legado no vinho

Uma taça de vinho por dia pode beneficiar o cérebro, indicam estudos

Americanos lançam pirulito de vinho

Quinta da Romaneira, uma das maiores propriedades do Douro, foi vendida

Baronesa com nome de rainha tem história fascinante e, hoje, grande vinho feito no... Chile!