• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Clima

    Geada e granizo ameaçam safras de vinho nos EUA e França

    Produtores relatam perdas de até 90% em vinhedos dos Estados Unidos e da França em 2026

    Vinha congelada ao amanhecer
    Ilustração

    por Redação

    Geadas severas e tempestades de granizo já causaram prejuízos expressivos em vinhedos dos Estados Unidos e da França, aumentando a preocupação com a safra mundial de vinho de 2026. Em algumas regiões, produtores estimam perdas de até 90% dos brotos principais, o que pode reduzir significativamente a quantidade de uvas colhidas ao longo do ano.

    Os danos mais graves registrados até agora ocorreram na costa leste norte-americana. Um inverno mais quente do que o normal antecipou a brotação das videiras, deixando os tecidos jovens mais expostos às ondas de frio que chegaram durante a primavera. Quando as temperaturas caíram abaixo de zero, os brotos, já fora do período de dormência, não resistiram.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    A situação atingiu propriedades em estados como Virgínia, Carolina do Norte, Maryland, Pensilvânia, Ohio e Nova York. Um levantamento conduzido por pesquisadores da Universidade Cornell recebeu relatos de produtores de 13 estados. Em algumas áreas da Pensilvânia, de Ohio, da Virgínia e de Maryland, os danos aos brotos principais teriam chegado a patamares entre 80% e 90%.

    Perdas podem comprometer a safra de vinho de 2026

    LEIA TAMBÉM: Geada histórica ameaça safra de vinhos na Hungria

    Na Virgínia e na Carolina do Norte, as geadas de abril provocaram perdas consideradas catastróficas por parte dos produtores. Diante do cenário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos autorizou linhas emergenciais de crédito para propriedades atingidas. Maryland também recebeu aprovação para acessar medidas de apoio.

    Em Nova York, há vinhedos que relatam perda total da produção prevista, além de prejuízos econômicos de milhões de dólares. O governo estadual solicitou o reconhecimento federal de desastre agrícola, medida necessária para permitir que os produtores tenham acesso a empréstimos com juros reduzidos.

    LEIA TAMBÉM: Grüner Veltliner é cultivada na Finlândia em clima extremo

    Na região de Finger Lakes, uma das mais conhecidas áreas produtoras de vinho do estado, as perdas variam conforme o vinhedo e a variedade cultivada. Algumas propriedades calculam redução de 15% a 30% na produtividade, enquanto outras registraram danos superiores a 70% em determinadas uvas híbridas e nativas.

    Variedades como Riesling, Chardonnay e Cabernet Franc reagiram de maneiras diferentes ao frio, mesmo em áreas próximas. Essa falta de uniformidade dificulta a previsão do volume que efetivamente chegará à colheita.

    LEIA TAMBÉM: Bactérias da Antártida podem proteger vinhedos da geada

    Mudanças climáticas ampliam riscos nos vinhedos

    A frequência crescente de episódios extremos leva produtores a questionarem se as geadas tardias passarão a fazer parte da rotina das regiões vitivinícolas. Invernos mais amenos antecipam o ciclo das plantas, enquanto quedas repentinas de temperatura aumentam a vulnerabilidade das videiras.

    LEIA TAMBÉM: Os vinhos da Áustria

    Algumas propriedades já planejam instalar máquinas de vento, que movimentam o ar nos vinhedos e ajudam a reduzir os efeitos do frio. Mesmo assim, a safra de 2026 ainda enfrentará meses de risco, com possibilidade de novas tempestades de granizo, seca, calor excessivo, incêndios e fumaça antes do início da colheita.

    Os prejuízos registrados nos Estados Unidos e na França indicam que a produção global pode voltar a cair em 2026, após uma recuperação temporária no ano anterior. A dimensão real das perdas, porém, dependerá das condições climáticas até o fim do ciclo das uvas.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    GranizoMudanças climáticasProdução de vinhovinhos da Françasafra de vinho 2026geada nos vinhedosvinhedos dos Estados Unidos

    Notícias relacionadas

    Colheita

    Champagne inicia vindima mais precoce de sua história

    Jimmy Butler

    Jimmy Butler visita grandes vinícolas de Bordeaux

    Vinhedo

    Calor antecipa colheita de vinícola inglesa em 2026

    Vinhedo

    Endeavour prevê queda de lucro e vende vinícolas

    Vinhedo RS

    Consevitis-RS destina R$ 120 mil a projetos do vinho

    Alexandre Herchcovitch assina coleção para Casa Perini

    Alexandre Herchcovitch assina coleção para Casa Perini

    Colheita de uvas

    Borgonha inicia vindima mais precoce de sua história

    Colheita de uvas ao pôr do sol

    Produção de vinho no Chile cresce 13,2% em 2026

    Benjamín Romeo

    Morre Benjamín Romeo, nome histórico do vinho de Rioja

    Quais aromas mais comuns no vinho? Framboesa, banana, baunilha e caramelo

    Descubra as origens de determinados aromas comuns ao vinho

    Cabernet sem fronteiras

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Calor antecipa colheita de vinícola inglesa em 2026
    1

    Calor antecipa colheita de vinícola inglesa em 2026

    Corrida entre vinhedos movimenta enoturismo na Serra Gaúcha
    2

    Corrida entre vinhedos movimenta enoturismo na Serra Gaúcha

    Champagne inicia vindima mais precoce de sua história
    3

    Champagne inicia vindima mais precoce de sua história

    Jimmy Butler visita grandes vinícolas de Bordeaux
    4

    Jimmy Butler visita grandes vinícolas de Bordeaux

    Endeavour prevê queda de lucro e vende vinícolas
    5

    Endeavour prevê queda de lucro e vende vinícolas

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group