Lançamentos para um mercado exigente


Ivar van Bussel /SXC

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A estatal cubana Habanos S.A. privilegia todos os anos o mercado dos charutos com lançamentos de deixar os apreciadores de puros maravilhados e ansiosos para degustar cada um deles. Em sua grande maioria são charutos de edições limitadas de marcas já existentes com tempo mais longo de fermentação e maturação, e uma seleção mais rigorosa no que diz respeito a safras, regiões, fazendas, para se obter as melhores e mais perfeitas folhas, que vão para as mãos dos responsáveis pelas mesclas ou blends. Mesmo os charutos comemorativos seguem um padrão de blend segundo sua marca - Montecristo, Romeo e Julieta, H.Upmann entre outros. Antes de dizer algo sobre alguns dos lançamentos, vamos conhecer um pouco mais sobre a marca com o maior número de novidades deste ano e, talvez, as melhores.

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Em 1844, a família Hupmann emigrou para Cuba vindo da Grã Bretanha. Os irmãos Hermann e August Upmann abriram a fábrica de charutos H.Upmann na rua San Miguel 85, em Havana. Existem duas versões a respeito do nome H.Upmann. O H poderia significar "hermanos" ou ser uma abreviatura de Hermann.

Os sobrinhos de Hermann, Alberto e Derman, criaram um banco comercial em Havana e se associaram aos charutos Upmann. Os charutos H.Upmann tiveram tanto êxito que, em 1891, foi construída uma fábrica na avenida Carlos III, onde haviam mais de 200 trabalhadores. Uma enorme fábrica para época.

fotos: Paulo Rogério Bueno
Produção na H.Upmann Sede da fábrica em Cuba

O banco H.Upmann se declarou insolvente em 1922 e a fábrica H.Upmann se viu obrigada a declarar falência. A marca passou para as mãos da compania inglesa J. Frankau & Co. Ltda., que fundou uma compania chamada J.Frankau S.A. e Cuba para administrar a fábrica.

Apesar de anos de gestão, H.Upmann não teve lucratividade para J.Frankau S.A. No início de 1937, Frankau S.A. vendeu a fábrica para Menéndez, García & Co. - os criadores da marca Montecristo. A família Menéndez era expert na produção de charutos. Imediatamente reorganizou a administação da fábrica. A nova marca, Montecristo, que criou ao adquirir a Fábrica Particulares em julho de 1935, foi colocada em atividade nas instalações da fábrica H.Upmann. O controle de disribuição da nova marca continuou nas mãos de John Hunter Morris e Elkan Company Ltda., no Reino Unido. A franquia de distribuição dos charutos H.Upmann, que se encontrava nas mãos da J.Frankau & Co., na Gran Bretanha, foi aos poucos mudando de mãos.

Todos os melhores recursos se canalizaram para a produção da marca Montecristo. Isso teve um êxito imediato, devolvendo a saúde financeira a fábrica H.Upmann. Em 1944, a fábrica se mudou para um local maior para abrigar uma crescente produção. Ela estava localizada na Rua Amistad 405, onde se encontra na atualidade a fábrica H.Upmann que todos conhecemos. Quando houve a revolução, a fábrica era o maior fabricante exportador de Cuba.

A produção de charutos Montecristo e H.Upmann continuou ininterruptamente depois da revolução. A família Menéndez decidiu sair de Cuba em 1961. A fábrica passou a ser administrada pele empresa estatal Cubatabaco. Em 1994, Habanos S.A celebrou o 150º aniversário da marca H.Upmann fazendo uma produção limitadíssima de charutos que ostentavam anilhas H.Upmann 125 Aniversário.

Este ano de 2008, a Habanos S.A. lançou o Magnum 50 de H.Upmann, que alcançou um grande êxito como Edição Limitada de 2005. Este charuto passa a fazer parte do portfólio permanente da marca, graças a sua elegância. Com formato 50x161 e especial blend, este charuto se torna inigualável em sabor e aroma. Muito presente no mercado inglês, os charutos H.Upmann são encorpados, potentes, elegantes e bastante saborosos, a linha Magnum vem acompanhada do Magnum 46. Quanto ao Magnum 50 de 2005, quem teve oportunidade de degustá-lo não esqueceu, quem não teve este privilégio ainda existem raras unidades.

Paulo Rogério Bueno

Publicado em 8 de Maio de 2008 às 06:05


Charutos

Artigo publicado nesta revista