• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Micro-ondas no vinho?

    Uso de micro-ondas em uvas pode mudar produção de vinhos

    Pesquisadores usaram micro-ondas para extrair mais cor e taninos de uvas Pinot Noir antes de fermentá-las. Técnica pode ajudar enólogos

    por Redação

    Cientistas da Universidade da Tasmânia, na Austrália, realizaram experimentos diferentes com uvas para gerar vinhos. Em vez de tanques de aço ou ânforas de barro, eles resolveram aquecer uvas Pinot Noir no micro-ondas antes de fermentá-las. De acordo com a pesquisa, isso trouxe benefícios inesperados como maior extração de taninos e cor.

    A Dr. Anna Carew coletou uvas de um vinhedo ao norte da Tasmânia e as separou em lotes de 2 quilos cada. Usando um micro-ondas convencional, ela aqueceu os lotes em intervalos variados de um e dois minutos. Cada lote alcançou a temperatura de 70ºC e permaneceu assim por 10 minutos em um cobertor termal antes de ser resfriado para 30ºC. As uvas foram transferidas para uma prensa para fermentar. O vinho envelheceu por 18 meses em pequenos recipientes e foram testados regularmente.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    A cientista descobriu que as uvas que foram submetidas ao micro-ondas tornam a fermentação mais curta – o que reduz o risco de problemas microbiológicos. E, apesar do ritmo acelerado da fermentação, cor e taninos foram mais intensos nessas uvas.

    Vale lembrar que alguns enólogos já usam a técnica de aquecer as uvas para macerá-las, mas isso aumenta o risco de se ter aromas de cozido. Contudo, no micro-ondas o calor é gerado por movimentação molecular e não aplicação externa e isso cria uma forma mais eficiente de liberar taninos, fenóis e antocianinas – o que os enólogos buscam extrair das cascas.

    Além disso, a parede celular é suscetível a rompimentos quando micro-ondas são aplicadas. Isso faz com que se extraia mais das cascas sem se obter os sabores amargos. A pesquisadora disse que o aquecimento em micro-ondas pareceu ser uma forma mais gentil de extrair cor e sabores, mas aponta que ainda é cedo para pensar em usar a técnica em grande escala.

    LEIA TAMBÉM: Beber vinho com moderação pode proteger a visão, indica pesquisa

    “Nesse estágio, ainda precisamos aprender porque esse processo funciona, o que acontece quando se usa em outras variedades que não Pinot Noir, e como a técnica pode ser aproveitada para consistentemente produzir vinhos de qualidade”, disse.

    “É uma ideia nova de processamento de uvas. Acho que tem grande potencial, mas a adoção vai depender de duas variáveis: custo e impacto no sabor”, acredita Andrew Waterhouse, professor de enologia da Universidade da Califórnia em Davis.

    Ele acha que essa pode ser uma alternativa ao processo conhecido como Flash détente, em que as uvas são aquecidas rapidamente e então transferidas para uma câmara de vácuo, onde são resfriadas. “Essa técnica, com atributos similares, já é usada por enólogos, mas os custos são altos e o impacto sensorial nem sempre é positivo”, finaliza.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    Enologiaprodução de vinhosfermentação do vinhovinho Pinot Noirtécnicas de vinificaçãoFlash détenteextração de taninosmicro-ondas no vinhopesquisa Universidade da Tasmâniainovação na produção de vinhos

    Notícias relacionadas

    Vinho, saúde e sabores mediterrâneos

    Vinho moderado pode reduzir risco cardíaco, diz estudo

    Damiano David e Dove Cameron celebram união com Brunello

    Damiano David e Dove Cameron celebram união com Brunello

    Jim Concannon

    Morre Jim Concannon, pioneiro do vinho na Califórnia

    Cristal 2018, Louis Roederer

    Cristal 2018 marca os 250 anos da Louis Roederer

    Rafael Nadal

    Rafael Nadal troca as quadras pelo mundo do vinho

    Placa Toscana entre Vinhedos e Oliveiras

    Toscana quer vinhos 100% locais e abre espaço a espumantes

    Montilla, Espanha

    Montilla supera Jerez e será a capital do vinho em 2027

    Realizado em 10 de outubro de 2026, no The Henderson, em Hong Kong, o leilão The Cellar of the Hon. Henry Tang marcou os 60 anos do primeiro leilão de vinhos da Christie's, reunindo uma das mais prestigiadas coleções particulares da Ásia

    Coleção de vinhos raros arrecada R$ 35 milhões em leilão

    Crescimento do Mercado de Vinhos Europeus

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália

    Colheita de uvas ao pôr do sol

    Por que a Califórnia comemora uma safra ruim de uvas?

    11 imperiais de Bordeaux

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Rafael Nadal troca as quadras pelo mundo do vinho
    1

    Rafael Nadal troca as quadras pelo mundo do vinho

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália
    2

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália

    Cristal 2018 marca os 250 anos da Louis Roederer
    3

    Cristal 2018 marca os 250 anos da Louis Roederer

    Grosses Gewächs: o que torna esses vinhos tão especiais?
    4

    Grosses Gewächs: o que torna esses vinhos tão especiais?

    Toscana quer vinhos 100% locais e abre espaço a espumantes
    5

    Toscana quer vinhos 100% locais e abre espaço a espumantes

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group