De origem siciliana, ela tem brilhado, por exemplo, em cartas muito além da sua terra natal, na Itália
por Redação

A Nero d’Avola vem recebendo cada vez mais atenção nos últimos anos. Considerada uma alternativa para os apreciadores de vinhos frutados e encorpados, no estilo dos Cabernet Sauvignon, essa variedade de origem siciliana tem se destacado, ganhado espaço na carta de restaurantes e ampliado seu território além de sua terra natal, Avola, uma pequena aldeia no sudeste da Sicília.
E assim como a ilha é recheada de influências, afinal já foi fenícia, grega, etrusca, moura, espanhola entre outros domínios, a Nero d’Avola também é fruto de uma grande herança. Quando foi realizado o exame de DNA da casta, os pesquisadores concluíram que ela possui um alto nível de diversidade genética, apontando que a uva foi o resultado do cruzamento de diversas outras que, em tempos, estiveram presentes na ilha italiana. No entanto, seu primeiro nome foi Calavrisi. O que gerou um sinônimo atual da Nero d’Avola, Calabrese.
Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

Não, não tem nada a ver com a pizza ou com a região italiana. E, sim, pela italianização errônea do siciliano. “Calavrisi”, significa “uva de Avola” no idioma local. Outros sinônimos usados são Calea-Aulisi e Calaulisi. E apesar de a Nero d’Avola ser bastante valorizada como varietal, a mescla com outras uvas costuma dar bons vinhos: os blends mais famosos são com a Frappato e com a Syrah.
Apesar de tipicamente siciliana e, até poucas décadas atrás, ser usada em outras regiões apenas para dar cor a outros vinhos, a Nero d’Avola vem sendo cultivada em diversas regiões italianas, especialmente no sul do país, como na Puglia e na Calábria. Fora da Itália, aparece na Austrália e na Califórnia com belos vinhos.
+lidas

A briga entre o vinho roxo e o legado de Prince

Contrabando de vinho gera notícias surpreendentes no Brasil e nos Estados Unidos

Novo dispositivo mostra que Pinot Noir é a casta mais benéfica à saúde

Abstinência de álcool cai entre Gen Z e reduz distância do consumo adulto

Vinho do Porto: qual é a diferença entre Ruby e Tawny?