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Omar Khan, empresário que prometeu lucro em jantares de vinho está sendo processado

Investidores querem a devolução de 8,3 milhões de doláres


Pessoas enganadas descobriram que Omar Khan cometeu irregularidades nos investimentos

Que tipo de investimento em vinho pode dar retorno? Segundo um empresário de Nova York, jantares de luxo com vinhos raros poderiam trazer dividendos para quem ajudasse a promovê-los. No entanto, 13 pessoas entraram com uma ação contra o empresário Omar Khan, alegando principalmente que ele os enganou para investir em seus planos de ganhar dinheiro realizando jantares de luxo com alguns dos vinhos mais caros do planeta.

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Os reclamantes pedem a devolução de US$ 8,3 milhões. Khan, por sua vez, relata que os investimentos foram bem-sucedidos e lucrativos, mas descobriu-se que a maioria dos “empreendimentos” na verdade não ocorreram. Khan nega qualquer irregularidade. O processo também nomeia a empresa de Khan, International Business and Wine Society LLC, e sua esposa, Leslie Khan, como réus. A consultoria estratégica de Khan, Sensei International, também foi apontada como ré no caso. Ele realizou eventos de networking e jantares para pessoas ricas, e convenceu alguns a investir em sua ideia de negócio de jantar de luxo com vinhos.

Entre os investidores, que agora entraram com processo, estão Robert Van Brugge, CEO e presidente da Sanford C. Bernstein, Kresimir Penavic, ex-cientista sênior de pesquisa da Renaissance Capital, o fundo de US$ 110 bilhões fundado por James Simons; Robert Gelfond, diretor do Instituto Cato; Peter Slagowitz, CEO da Spurs Capital; e Lorine Schaefer, vice-presidente do Morgan Stanley.

Apenas Penavic, por exemplo, investiu cerca de US$ 5 milhões com Khan em 27 eventos de 2015 a 2018. Em um deles, Penavic diz que investiu US$ 75.000, mas “esse evento nunca aconteceu” e nada foi reembolsado. Não se sabe muito sobre Khan antes de ele iniciar seu empreendimento, a International Business and Wine Society, em 2013. Ele afirma ter nascido no Egito – filho de um diplomata no Paquistão – e ter estudado na Universidade de Oxford e na Stanford Law School antes de se tornar consultor de negócios.

Não está claro para onde foi o dinheiro dos investidores. Khan afirma que tudo foi para vinhos e jantares, enquanto o processo alega que ele gastou o dinheiro consigo mesmo.

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Da redação

Publicado em 18 de Novembro de 2019 às 14:00


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Artigo publicado nesta revista