Revista ADEGA

Delícia

Conheça os vinhos brancos da Alsácia

A comuna francesa produz alguns dos melhores brancos do mundo em diversos estilos, de espumantes a vinhos tranquilos, de secos a doces deslumbrantes

Por Eduardo Milan em 14 de Julho de 2016 às 17:00


Vista das montanhas de Vosges a partir da cidade de Eguisheim, cuja área contempla dois Grand Crus alsacianos: Eichberg e Pfersigberg

Historicamente, a região da Alsácia foi disputada por séculos entre França e Alemanha. Durante o reinado de Luís XIV, foi anexada à França; após a Guerra Franco-Prussiana, unificou-se à Alemanha; ao final da I Guerra Mundial, foi devolvida aos franceses com a assinatura do Tratado de Versalhes; durante a II Guerra Mundial, foi retomada pela Alemanha; apenas em 1944 voltou ao domínio francês.

Por tudo isso, a Alsácia tem influências culturais dos dois países, que se refletem no seu modo de fazer vinho, mas também em sua gastronomia e em sua arquitetura. Ademais, apenas após o final dos conflitos foi possível que a região se estabelecesse como produtora de grandes vinhos. De fato, muito antes de tudo isso, por volta de 58 a.C., a área havia sido invadida pelos romanos, que lá fixaram um centro de viticultura.

A área de vinhedos da Alsácia é estreita, estendendo-se por 140 quilômetros de comprimento entre as montanhas de Vosges – que a separa da França – e o rio Reno – que faz sua divisa com a Alemanha – atravessando dois départements: Haut-Rhin, ao sul, e Bas-Rhin, ao norte. A maioria dos grandes produtores da região estão na parte mais austral de Haut-Rhin, département geralmente associado a vinhos de ótima qualidade.

Embora haja aproximadamente 2 mil produtores na região, que engarrafam e vendem seus próprios vinhos, 80% do volume total é produzido por apenas 175 vinícolas, as quais geralmente são familiares. Uma característica típica da Alsácia é que até mesmo os menores produtores mantêm linhas de pelo menos seis a oito rótulos diferentes, podendo chegar a até 20, 30 ou mais, a cada safra. Além disso, todos os vinhos alsacianos são, por força de lei, engarrafados – em típicas garrafas altas chamadas flutes – na região onde são produzidos.


Niedermorschwihr sob a neve: clima da Alsácia é frio e continental, e o índice pluviométrico
é um dos mais baixos da França

A área de vinhedos da Alsácia é estreita e estende-se por 140 quilômetros entre as montanhas de Vosges e o rio Reno

Clima

O clima na Alsácia é frio e continental. As montanhas de Vosges protegem a região dos ventos úmidos vindos do oeste. Os verões são quentes e os outonos ensolarados e secos. O índice pluviométrico é um dos mais baixos da França. Sob essas condições, as uvas atingem altos níveis de açúcar quando maduras. Muitos vinhedos – provavelmente os melhores – estão em encostas íngremes; as uvas das vinhas da planície entre as montanhas e o Reno, em geral, são usadas na produção de Crémant d’Alsace, o espumante característico do local.

O solo alsaciano

Fator realmente importante na Alsácia é a diversidade de tipos de solo. Na relativamente pequena área de vinhedos, há pelo menos 20 formações de terreno diferentes. Nas encostas, encontra-se granito, calcário, arenito, argila, composições argilo-calcárias e até mesmo solos vulcânicos; por outro lado, na planície, os solos são predominantemente aluviais, ou seja, formados por sedimentos transportados e depositados pelos cursos de água, constituídos, por exemplo, de argila e areia.

Essa complexidade geológica contribui para a grande variedade de estilos de vinhos. De modo geral, solos mais “pesados”, ricos em elementos argilosos ou argilo-calcários conferem ao vinho mais complexidade e corpo, enquanto que terrenos arenosos e calcários dão elegância e finesse. Elementos como quartzito, xisto e ardósia tendem a passar untuosidade, mineralidade, aromas de petróleo e “pedra de isqueiro” aos vinhos, especialmente aos feitos a partir de Riesling.

De olho no terroir

Os vitivinicultores da Alsácia são apaixonados por produzir vinhos que reflitam o seu terroir. O clima bastante ensolarado e seco inibe naturalmente a incidência de doenças nos vinhedos, possibilitando que os conceitos de vinhas orgânicas e biodinâmicas possam ser amplamente explorados.

Essa tendência a produzir vinhos que ressaltem os sabores e aromas das uvas é refletida no fato de que a maior parte dos rótulos é vinificado e armazenado em recipientes inertes, e raramente se usa madeira nova. Tanto grandes quanto pequenos viticultores costumam usar os tradicionais foudres, grandes barris de carvalho que, por seu enorme tamanho, são praticamente montados dentro das vinícolas. Os foudres, por vezes, chegam a ter mais de 100 anos. Devido ao tempo, o interior desses grandes barris acaba sendo revestido por tartaratos, que se depositaram ao longo dos anos e que formam uma espécie de película vitrificada, inibindo que sabores e aromas da madeira passem para o vinho. Em algumas vinícolas encontram-se, também, tanques de inox.

Ainda buscando manter o frescor, os vinhos alsacianos normalmente são engarrafados dentro de um ano após a colheita. Nessa época, a maioria deles está pronta para ser consumida, podendo, entretanto, evoluir bastante em garrafa.

Denominações e classificações

Em Nothalten está o Grand Cru Muenchberg

As típicas garrafas altas alsacianas são chamadas de flutes. Sempre que houver o nome da uva no rótulo, trata-se de um varietal. Quando não, é um blend, que pode tanto levar o nome da marca de seu produtor, quanto ser denominado “Edelzwicker” ou “Gentil”, termos indicativos de que se trata de um assemblage

O sistema de denominações de vinhos da Alsácia é relativamente simples: são duas denominações para vinhos tranquilos – Alsace AC e Alsace Grand Cru AC – e uma para o espumante típico da região – Crémant d’Alsace AC.

Criada em 1962, a Appellation d’origine Contrôlée Alsace engloba vinhos produzidos dentro de limites estabelecidos de forma rígida, que levam em consideração áreas de cultivo históricas. Os Alsace AC compõem aproximadamente 74% dos vinhos produzidos na região e 92% deles são brancos. Para os vinhos Alsace AC, sempre que o nome da uva estiver estampado no rótulo, subentende-se que se trata de um varietal. Quando não houver informação da casta, é um blend, que pode tanto levar o nome da marca de seu produtor, quanto ser denominado “Edelzwicker” ou “Gentil”, termos indicativos de que se trata de um assemblage. Todos os vinhos Alsace AC são submetidos a controle de qualidade verificado por uma organização independente, gerenciada pelo Institut National des Appellations d’Origine (INAO).

Já a Alsace Grand Cru AC foi formalizada mais tarde, em 1975, e engloba 51 parcelas de vinhedos definidas de acordo com critérios geológicos e climáticos. A partir de 2011, cada uma dessas parcelas – chamadas localmente de lieux-dits – foi reconhecida como uma denominação de origem própria. Com isso, cada Grand Cru tem seu órgão controlador próprio com poder para estabelecer regras mais rígidas do que as normas de Alsace Grand Cru AC. Em linhas gerais, para receber o status Grand Cru, os vinhos produzidos nessas áreas precisam não apenas ser feitos com uvas estritamente dos respectivos vinhedos, mas também atender a critérios relativos ao rendimento máximo por hectare, modo de condução das videiras, níveis mínimos de amadurecimento das uvas e, claro, qualidade. Os rótulos necessariamente devem indicar a safra do vinho, o nome do lieu-dit Grand Cru onde foi produzido e a variedade de uva utilizada. Permitem-se apenas vinhos varietais; a exceção é a produção de blends em Kaefferkopf e Altenberg de Bergheim Grand Crus AC. Além disso, com exceção de Zotzenberg Grand Cru AC, onde se autoriza o cultivo de Sylvaner, as únicas castas permitidas em Alsace Grand Cru AC são Riesling, Gewürztraminer, Pinot Gris e Muscat. Apenas aproximadamente 4% dos vinhos alsacianos recebem a denominação Alsace Grand Cru AC.


Riesling é casta símbolo da Alsácia, a mais cultivada, podendo gerar diversos estilos de vinhos. Quando jovens, geralmente apresentam notas florais, de frutas brancas e cítricas. Com a idade, ganham complexidade, mostrando notas frutadas, minerais e acidez vibrante

A graduação de açúcar dos vinhos alsacianos

Décadas atrás, era possível prever como seria um vinho alsaciano, especialmente em se tratando de Riesling. Atualmente, essa conclusão não é automática. Embora os vinhos sejam fermentados secos e supostamente apenas os Vendange Tardive e os Sélection de Grains Nobles seriam doces, o fato é que geralmente os enólogos deixam seus vinhos com residual de açúcar na faixa de 3 a 4 g/l – em muitos casos, até mais que isso. E essa informação normalmente não consta dos rótulos para guiar o consumidor. Assim, somente pelo rótulo é difícil saber como será exatamente o vinho. Por isso, é importante conhecer um pouco sobre os produtores locais e sobre os Grand Crus. Como exemplo, os vinhedos de Altenberg de Bergheim Grand Cru AC normalmente são atacados por Botrytis; assim, é complicado produzir vinhos sem razoável percentual de açúcar. Já Schlossberg Grand Cru AC tende a fazer vinhos completamente secos. Produtores como Trimbach conduzem seu processo de vinificação de modo a garantir que seus produtos sejam secos. Outros, como Zind-Humbrecht, Deiss e Muré preferem deixar a natureza ditar como será o vinho obtido a cada safra.


Castelo Ortenbourg, em Scherwiller, no Bas-Rhin

A Alsácia não produz apenas brancos, mas também espumantes, os Crémants

Em boas safras, os produtores podem produzir seus Vendange Tardive, que obedecem a critérios de concentração mínima de açúcar. Apesar do clima  propício, não é necessária a ocorrência de Botrytis cinerea para esses vinhos

Para espumantes, a legislação alsaciana prevê a denominação Crémant d’Alsace AC, desde 1976. As regras são rígidas e similares às aplicadas em Champagne. Produzidos pelo método tradicional, os espumantes são varietais e feitos principalmente a partir de Pinot Blanc, sendo permitidas também as castas Pinot Gris, Pinot Noir, Riesling e Chardonnay. Os Crémant d’Alsace AC totalizam cerca de 22% do volume de vinho feito na região.

Além dos vinhos tranquilos e dos espumantes, em boas safras na Alsácia também são produzidos vinhos a partir de uvas colhidas tardiamente. Antigamente, a critério do produtor, eram rotulados e vendidos como “Spätlese”, “Auslese” e “Beerenauslese”. Em 1983, foi publicada uma legislação sobre isso. Passando a ser nomeados “Vendange Tardive”, esses vinhos devem ser produzidos a partir de uvas de uma única safra e de apenas quatro variedades: Riesling, Muscat, Gewürztraminer e Pinot Gris. Não podem receber quaisquer adições e devem obedecer a critérios de concentração mínima de açúcar. A época de colheita das uvas é determinada anualmente pelas autoridades, que devem ser informadas da intenção de se produzir Vendange Tardive para inspecionar os vinhedos e certificar a qualidade das uvas-base do vinho. Posteriormente, o produto já vinificado passa por análise a fim de obter a certificação para ser rotulado. Não é necessária a ocorrência de Botrytis cinerea. Embora produzidos com uvas de colheita tardia, os Vendange Tardive podem variar entre secos e meio-secos, e não são necessariamente doces. Curiosamente, os rótulos raramente indicam o estilo de vinho que se encontra na garrafa.

O último estilo de vinho alsaciano é chamado “Sélection de Grains Nobles”. Assim como os Vendange Tardive, ele é produzido a partir de uvas de colheita tardia das quatro castas autorizadas. Na maioria dos casos, contém uma porcentagem de uvas atingidas por Botrytis. Entretanto, os Sélection de Grains Nobles são sempre doces.

Lieu-dit

O termo francês “lieu-dit” é usado na França para denominar parcelas de terra e áreas de vinhedos específicas, definidas historicamente ou de acordo com sua topografia. Na Alsácia, o nome costuma se referir a uma parcela de terra ou vinhedo dentro de uma denominação maior. Por exemplo, dentro da denominação geral Alsace Grand Cru AC, cada lieu-dit é considerado uma denominação própria, cujos vinhos devem atender a normas e determinações mais restritas, que vão desde as variedades de uva autorizadas, rendimento máximo da videira, sistema de poda e condução, maturação das frutas, entre outras.

Vinhos avaliados

Um pouco antes do início da colheita 2013, ADEGA teve oportunidade de percorrer a Alsácia de norte a sul, durante uma semana intensa de visitas e degustações. Em nossa passagem por lá, pudemos provar pouco mais de 300 vinhos entre brancos, tintos e espumantes. Em geral, o nível médio dos rótulos provados foi muito bom, merecendo destaque, como já se esperava, os produzidos a partir de Riesling e Gewürztraminer, sejam eles secos, meio-secos ou doces. No entanto, ainda chamaram atenção alguns excepcionais brancos elaborados a partir de Pinot Gris, Sylvaner e Muscat, nessa ordem. Alguns Pinot Noir também surpreenderam, com ótima acidez, equilíbrio, complexidade, fruta fresca e, sobretudo, tipicidade. Os espumantes, merecidamente reconhecidos por lá, privilegiam frescor, frutas brancas ou de caroço, além de boa persistência e ataque delicado e elegante. Depois de um árduo trabalho de seleção, seguem os vinhos.

AD 91 pontos
Albert Mann PINOT GRIS VENDANGES
TARDIVES ALTENBOURG 2009
Domaine Albert Mann, Alsácia, França (Cellar). Produtor reconhecido por elaborar colheitas tardias de qualidade. Aromas de frutas cítricas e de caroço maduras, envoltos por notas florais e herbáceas, além de toques minerais. Chama a atenção pelo equilíbrio entre acidez e doçura, mostrando um final persistente, com toques salinos e de frutas cítricas como laranja e tangerina. EM

AD 93 pontos
Barmès Buecher PINOT GRIS PFLECK 2004
Domaine Barmès Buecher, Alsácia, França (Casa Flora). Sem dúvida um dos melhores produtores biodinâmicos da Alsácia. Comprova o potencial da Pinot Gris. Foi evoluindo aos poucos na taça. Ainda jovem e com longa vida pela frente. Notas herbáceas, florais, minerais e de mel, além de frutas brancas e de caroço. Ótima acidez e frescor, com boa persistência e final de casca de frutas cítricas. EM

AD 90 pontos
BESTHEIM BRUT PRESTIGE
Cave de Bestheim, Alsácia, França (Sem importador). Cooperativa, é a maior produtora de vinhos da Alsácia, sendo que sob a marca Bestheim produzem 2 milhões de garrafas. Boa reputação na produção de espumantes, como este exemplar elaborado a partir de uma seleção de Pinot Blanc de dois vinhedos plantados em solo calcário, com estágio de 36 meses sob as leveduras. Possui ataque delicado e acidez marcada, privilegiando o frescor. Leveduras, pão tostado, muito gostoso de beber, com elegância e boa persistência. EM

AD 92 pontos
Bott-Geyl PINOT GRIS SONNENGLANZ GRAND CRU 2008
Domaine Bott-Geyl, Alsácia, França (De la Croix). Pequeno produtor biodinâmico elabora esse Pinot Gris a partir de uvas advindas do Grand Cru Sonnenglanz, de solo predominantemente argilo-calcário. Apresenta estilo mais cheio e untuoso, tem boa acidez, mas o que chama a atenção é o frescor mineral. Algumas notas de Botrytis, depois notas de frutas brancas e de cascas de limão e laranja. Longo, persistente. Exótico. EM

AD 91 pontos
Dopff au Moulin CRÉMANT
D’ALSACE BLANC DE NOIRS 2010
Dopff au Moulin, Alsácia, França (Mistral). Um dos mais tradicionais produtores da Alsácia e pioneiro na produção de Crémant d’Alsace, elabora este espumante exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir. Envolto por notas florais e de frutas brancas maduras, além de toques de fermento, chama atenção pela gostosa acidez e intensa mineralidade, tudo num contexto de elegância, complexidade e profundidade. EM

AD 92 pontos
Dopff au Moulin GEWÜRZTRAMINER
SELECTION DE GRAINS NOBLES 2008
Dopff au Moulin, Alsácia, França (Mistral). As uvas Gewürztraminer para elaborar este branco doce vêm do Grand Cru Brand. Complexo, mostra notas de Botrytis, frutas brancas e de caroço maduras e em compota, além de toques minerais, de cera de abelha e de casca de frutas cítricas. Untuoso, cremoso e bastante opulento. EM

AD 92 pontos
Gustave Lorentz RIESLING GRAND CRU
ALTENBERG DE BERGHEIM 2007
Gustave Lorentz, Alsácia, França (Vinhos do Mundo). Produtor de estilo mais clássico, possui pouco mais de 30 hectares de vinhedos orgânicos. Riesling advindo de vinhedos plantados em solo argilo-calcário. Frutas brancas e cítricas maduras, notas minerais e de frutos secos, além de toques de mel. Estruturado, equilibrado, rica acidez, bom volume e final persistente e elegante, de vocação gastronômica. EM

AD 92 pontos
HANSMANN RIESLING BRANDLUFT 2012
Hansmann Bernard et Frederic, Alsácia, França (Vinimundi). Pequena vinícola familiar elabora este branco exclusivamente a partir de uvas Riesling advindas de um único vinhedo de mais de 50 anos, plantado em solo argilo-calcário. Puro, vibrante, cítrico, limpo, mostrando imensa profundidade. Longo, complexo, com final salino. EM

AD 94 pontos
HANSMANN SYLVANER GRAND CRU ZOTZENBERG 2012
Hansmann Bernard et Frederic, Alsácia, França (Vinimundi). Desde 2006, Zotzenberg é o único vinhedo da Alsácia em que a Sylvaner pode ostentar o status de Grand Cru. A vinícola possui uma pequena parcela de apenas 0,2 hectare de solo predominantemente calcário em Zotzenberg, de onde vêm as uvas para elaborar este magnífico branco, que surpreende pela textura, profundidade e verticalidade, aliando potência, vibração e elegância. EM 

AD 96 pontos
Hugel GEWÜRZTRAMINER
SELECTION DE GRAINS NOBLES 2007
Hugel et Fils, Alsácia, França (World Wine). Elaborado exclusivamente a partir de uvas advindas do Grand Cru Sporen, de solo argilo-calcário. Puro damasco maduro e em compota, com toques de marmelo. Muito cremoso e profundo, mostrando ótimos volume e persistência, com perfeito equilíbrio entre acidez e doçura. Memorável. EM

AD 95 pontos
Hugel RIESLING SELECTION DE GRAINS NOBLES 1999
Hugel et Fils, Alsácia, França (World Wine). Um dos melhores e mais tradicionais produtores da Alsácia, com ótimos vinhos em todos os níveis e variedades. Branco doce elaborado exclusivamente a partir de uvas Riesling advindas do Grand Cru Schoenenbourg. Complexas notas de frutos secos envoltos por toques cítricos, minerais, florais, de mel e de cera. Incrível equilíbrio entre acidez e doçura. Profundo, untuoso e exuberante. EM

AD 93 pontos
Kuentz-Bas GEWÜRZTRAMINER GRAND CRU
PFERSISBERG 2010 TROIS CHÂTEAU
Kuentz-Bas, Alsácia, França (Alafia Brasil). Gewürztraminer meio-seco que possui ótima acidez e surpreendente equilíbrio do conjunto. Frutas de caroço e tropicais maduras envoltas por notas especiadas e minerais, tudo num contexto de untuosidade, volume de boca e profundidade. Intenso, vibrante e elegante. EM

AD 92 pontos
Kuentz-Bas RIESLING GRAND CRU GEISBERG 2012
Kuentz-Bas, Alsácia, França (Alafia Brasil). Produtor que possui 10 hectares de vinhedos próprios, todos biodinâmicos, e é reconhecido pela excepcional qualidade de seus Vendange Tardive e SGNs. Riesling que surpreende pelo equilíbrio, conseguindo aliar volume, profundidade e intensidade. Tem acidez vibrante e final persistente, com notas de frutas brancas e cítricas maduras. Polido, preciso. EM

AD 91 pontos
Léon Beyer GEWÜRZTRAMINER COMTES D’EGUISHEIM 2007
Léon Beyer, Alsácia, França (Vinci). A família produz vinho na Alsácia desde meados do século XVII. Privilegiam um estilo seco, potente e estruturado, de vocação claramente gastronômica. Este Gewürztraminer é estruturado, equilibrado, tem acidez refrescante e final cheio e persistente, com notas defumadas, salinas e de frutos secos, que trazem vivacidade ao conjunto. EM

AD 93 pontos
Marcel Deiss GRAND CRU ALTENBERG DE BERGHEIM 2006
Domaine Marcel Deiss, Alsácia, França (Mistral US$ 234). Produtor biodinâmico, que defende os vinhos de terroir e de assemblage, contestando o conceito varietal dominante na Alsácia. Seus vinhos são, acima de tudo, originais e merecem ser provados. Branco meio doce composto majoritariamente de Riesling e outras variedades brancas típicas da Alsácia. Bom equilíbrio entre acidez e doçura, frutas brancas bem maduras, notas de mel e cítricas ao final. Melhora quanto mais tempo na taça. Mostra grande estrutura, complexidade e profundidade. EM

AD 92 pontos
Marcel Deiss PINOT NOIR BURLENBERG LE COLINE BRULÉE 2006
Domaine Marcel Deiss, Alsácia, França (Mistral). Elaborado a partir de uvas Pinot Noir advindas de solo calcário vulcânico. No início, os aromas são fechados, frutas mais maduras, notas de grafite, mais austero. Depois, aparecem frutas negras maduras, especiarias doces, toques defumados e de cogumelos frescos, além de notas terrosas. Surpreende pela textura sedosa e quase granulada de seus taninos, tudo num contexto de frescor, complexidade e profundidade. EM

AD 92 pontos
Paul Blanck RIESLING GRAND CRU FURSTENTUM 2007
Domaine Paul Blanck, Alsácia, França (Decanter). Produtor familiar tradicional e de ótimo nível. Riesling num estilo mais rico e opulento, privilegiando fruta mais madura, frutos secos e notas minerais, porém balanceado por refrescante acidez, agradável textura, ótimo volume de boca e final persistente lembrando cascas de frutas cítricas. Gostoso de beber e de boa tipicidade.

AD 94 pontos
Paul Blanck RIESLING GRAND CRU SOMMERBERG 2009
Domaine Paul Blanck, Alsácia, França (Decanter). Riesling elaborado a partir de vinhedos plantados na década de 1920. Apresenta aromas agradáveis de frutas brancas e de caroço maduras envoltos por características notas minerais. Consegue ser profundo e cheio ao mesmo tempo, tem ótimo volume, acidez vibrante e final persistente, com toques salinos. Elegante, potente, profundo. EM

AD 92 pontos
Pierre Frick CRÉMANT D’ALSACE PINOT
BLANC ET RIESLING 2007
Domaine Pierre Frick, Alsácia, França (Sem importador). Reconhecido produtor biodinâmico, elabora vinhos extremos e autênticos que merecem ser provados. Espumante elaborado a partir de Riesling e Pinot Blanc plantados em solos argilo-calcário, num estilo que privilegia mais corpo, volume de boca, com notas minerais, de frutos secos e de cera de abelha. Cremoso, complexo e persistente. EM

AD 93 pontos
Pierre Frick PINOT NOIR ROT MURLÉ 2007
Domaine Pierre Frick, Alsácia, França (Sem importador). Uvas Pinot Noir advindas de um único vinhedo de solo calcário com grande concentração de ferro. Precisa de tempo para abrir. Puro, muita tipicidade, ótima acidez, com a fruta vermelha fresca aparecendo depois. Nervoso. Herbáceo. Boa textura. Gostoso de beber. Mais estruturado, profundo e de muita persistência e complexidade. EM 

AD 91 pontos
RUHLMANN RIESLING GRANIT S 2009
Ruhlmann-Schutz, Alsácia, França (Sem importador). Vinícola adepta da agricultura sustentável, possui pouco mais de 35 hectares, sendo cinco deles com certificado orgânico. Elaborado a partir de uvas Riesling advindas de um único vinhedo de solo granítico. Maracujá, mineral, ótima acidez, profundo, complexo, sutil floral, final de frutas cítricas e uma nota salina discreta. Tenso, vibrante e fresco. EM

AD 93 pontos
RUHLMANN RIESLING VENDANGE TARDIVE 2010
Ruhlmann-Schutz, Alsácia, França (Sem importador). Mesmo vinhedo do Granit S, porém é feita uma seleção prévia e parte das uvas é colhida somente em dezembro. Branco doce. Esbanja equilíbrio entre sua ótima acidez e doçura. Longo e profundo, com bom volume de boca e textura agradável. Final com notas de cera de abelha e frutas tropicais maduras. EM

AD 92 pontos
Schlumberger RIESLING GRAND CRU KITTERLÉ 2008
Domaines Schlumberger, Alsácia, França (Sem importador). Vinícola familiar, maior proprietária de vinhedos Grand Cru da Alsácia, com 70 hectares. Produz, em geral, vinhos tradicionais e de qualidade acima da média, que privilegiam equilíbrio, elegância e finesse. Exuberantes notas de frutas cítricas. Intenso, elétrico, muito mineral. Fino, vibrante, mais profundo que cheio e de final persistente, lembrando cascas de limão e laranja.

AD 91 pontos
Valentin Zusslin RIESLING GRAND CRU PFINGSTBERG 2008
Domaine Valentin Zusslin, Alsácia, França (Premium). Produtor biodinâmico que vem mostrando consistência e qualidade nos últimos anos. Riesling advindo de solos argilo-calcários, apresenta notas de frutos secos e mel, além de toques de casca de limão. Em boca, é equilibrado, estruturado, tem boa textura e acidez refrescante, com final persistente, confirmando os frutos secos do nariz. EM

AD 95 pontos
Weinbach GEWÜRZTRAMINER ALTENBOURG SGN 2010
Domaine Weinbach, Alsácia, França (Grand Cru). Geralmente os Sélection de Grains Nobles elaborados a partir de Gewürztraminer são gordos e um pouco enjoativos devido a toda essa opulência e sensação de dulçor, mas não é o caso deste branco, que tem acidez surpreendente, trazendo vivacidade e equilíbrio ao conjunto. Untuoso, cremoso, mas com frescor vibrante. Frutas de caroço maduras, notas florais e ótima persistência. EM

AD 96 pontos
Weinbach RIESLING GRAND CRU SCHLOSSBERG SGN 2007
Domaine Weinbach, Alsácia, França (Grand Cru). Grande produtor de vinhos na Alsácia, tem um dos estilos mais precisos e elegantes em todas as linhas, principalmente os vinhos doces, como este Riesling Sélection de Grains Nobles que mostra notas de frutas brancas e de caroço, petróleo exuberante, ótima textura e persistência, além de toque especiado e herbáceo no final. Longo, persistente e elegante, com excepcional equilíbrio entre acidez e doçura. EM

AD 91 pontos
Zind-Humbrecht MUSCAT GRAND CRU GOLDERT 2011
Domaine Zind-Humbrecht, Alsácia, França (De la Croix). Sem dúvida, um dos melhores Muscat degustados, demonstrando que, quando trabalhada com cuidado, essa cepa pode sim produzir muito mais que vinhos frescos e aromáticos. Este exemplar surpreende pelo volume de boca, pela profundidade e pela elegância. Muito floral, frutas brancas, apresenta uma nota salina em seu longo final, que traz vivacidade e frescor. EM

AD 94 pontos
Zind-Humbrecht RIESLING GRAND CRU BRAND
VIEILLES VIGNES 2010
Domaine Zind-Humbrecht, Alsácia, França (De la Croix). Toda a linha de vinhos desse produtor biodinâmico é fermentada em grandes barris de madeira – foudres – utilizando-se de leveduras indígenas e merece a devida atenção, seja pela sua qualidade, sempre acima da média, seja pelo estilo mais potente, untuoso e vibrante, mas sempre muito equilibrado. Este excepcional Riesling é um exemplo desse estilo, é intenso, profundo, tem ótima textura, acidez refrescante e final cheio e longo, lembrando especiarias, notas herbáceas e minerais. EM


Notícias Alsácia produtora de grandes vinhos diversidade de tipos de solo terroir


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