Revista ADEGA

Boa influência

Como o carvalho exerce influência nos vinhos

Durante a produção da bebida, barris são usados na fermentação alcoólica, na malolática e no envelhecimento

por Eduardo Milan em 23 de Dezembro de 2015 às 12:13

A influência da madeira no vinho é um assunto interessante e controverso. E quando se fala em madeira, automaticamente se pensa em carvalho. Não que outros tipos de madeira definitivamente não sejam utilizados na vinicultura – a cerejeira, por exemplo, é usada no Vêneto para envelhecimento dos Valpolicella Ripasso, por suavizar os polifenóis sem adicionar notas de baunilha –, mas o carvalho, por suas características, é a espécie mais apropriada. De fato, o carvalho é suficientemente flexível para a montagem de barris, pouco poroso, apresenta nível de taninos aceitável e traços aromáticos suaves, que não maculam o vinho com seu poder.

Na produção da bebida, barris são usados durante a fermentação alcoólica, malolática e o envelhecimento. Seu papel é enriquecer a bebida com novos componentes, agregando complexidade, e permitir que reações físicas específicas aconteçam. Os barris de carvalho não só agregam aromas e taninos ao vinho, mas também, por conta de sua porosidade, permitem que a bebida respire, desenvolva-se e amadureça. A forma como são utilizadas pelo enólogo é crucial e, a partir da mesma “ferramenta”, eles podem obter variados resultados.

“O uso do carvalho na vinicultura chega a ser cultural, vem de um conjunto de tradições, já que, no passado, os vinhos eram colocados em barris de madeira para transporte e proteção”, conta Rodrigo Perez Nambrard, gerente comercial para Espanha e América do Sul da Seguin Moreau, uma das maiores tonelarias do mundo.

Tipos de carvalho

O carvalho é uma árvore da família das Faias, de folha caduca, nativas das zonas temperadas da Europa, América do Norte e Ásia, cujos frutos são ricos em taninos. Dentre as mais de 250 espécies, as que melhor se prestam à fabricação de barris são: Quercus alba, também chamado de “carvalho americano” – os melhores estão na Pensilvânia, Minnesota e Wisconsin –, Quercus robur e Quercus petraea ou Quercus sessilis, encontrados na maioria das florestas francesas.

As duas espécies europeias usadas na indústria tanoeira têm características singulares. O Quercus robur, ou carvalho pedunculado, é rico em taninos, seu melhor descritivo aromático seria “feno” e sua granulação é larga. Já o Quercus petraea, ou carvalho séssil, é tido como o mais refinado, devido à granulação mais fina e à riqueza de compostos aromáticos, especialmente pelas notas de baunilha e especiarias, além de ser pobre em taninos.

A França é considerada a melhor fonte de carvalho na Europa. Desde o século XIX, o país é referência e isso se dá provavelmente porque lá estão as maiores e mais variadas reservas. Além disso, os franceses contam com um órgão próprio para cuidar da manutenção e gerenciamento das florestas, a Agência Florestal Francesa – ONF. A partir desse trabalho, garante-se não só a longevidade da produção de carvalho, mas também a qualidade. Na França, nenhuma árvore é considerada apta para a indústria tanoeira antes de completar 150 anos de idade. Essa padronização e a fiscalização têm relação direta com a boa fama do “carvalho francês”, pois a estrutura granular e a qualidade dos compostos fenólicos, que influenciarão o vinho produzido, estão garantidas. O carvalho francês é fino, rico e aromático, com taninos suaves.

“A atuação da ONF é bastante real e séria, tanto que as tanoarias, a exemplo da Seguin Moreau, devem, todos os anos, primeiro aguardar que o órgão informe quais parcelas de floresta de carvalho estão liberadas para extração, para somente então estudar a qualidade – espécies, diâmetro, idade das árvores etc – e planejar sua produção naquele ano”, afirma Nambrard. A partir daí, as áreas definidas vão a leilão dos quais participam as tanoarias.

Resumo do processo de produção de barris

1

Seleção e corte do carvalho em aduelas. Ao contrário do carvalho americano, que pode ser serrado, o carvalho francês somente pode ser “rachado”, ocasionando maior perda de matéria-prima (que pode se transformar em “staves” e “chips”);

2

As aduelas são levadas para o processo de secagem ao ar livre. Todos os lotes são etiquetados com informação sobre a origem e tipo da madeira;

3

Durante a secagem, ocasionalmente o carvalho é regado com água;

4

Depois de completo o período de secagem, que pode levar até 24 meses, a madeira está pronta para ser encaminhada à tanoaria, onde é montada conforme o formato/tamanho de barril desejado;

5

Após a montagem, passa-se ao tratamento térmico da madeira, quando é definido o tipo de tosta do barril;

6

Caso alguma aduela não tenha suportado o tratamento térmico, o barril é descartado;

7

Por fim, os barris passam por testes de estanquicidade, ou seja, são preenchidos com água quente sob pressão. Caso seja aprovado, o barril segue para a fase de acabamento (polimento, identificação, etc.).

Origens e estilos

Entretanto, bons carvalhos europeus são encontrados em diversos países, tais como, Hungria, Romênia, Rússia e Polônia. E os tanoeiros levam mais em consideração a origem geográfica do carvalho do que sua espécie, já que cada um apresenta características diferentes. O húngaro costuma agregar sensação de volume e textura, enquanto o do Cáucaso dá taninos moderados e notas aromáticas ao vinho. Uma das regiões preferidas é a Slavonia (comumente confundida com a Eslovênia), localizada na Croácia, cujo carvalho é mais granuloso, o que proporciona uma maior micro-oxigenação e auxilia a integração dos diversos elementos do vinho, além de aumentar sua longevidade.

O “carvalho americano” é reconhecido por seu caráter aromático. Costuma agregar notas de baunilha, coco, manteiga e outros aromas adocicados ao vinho. Quando a tosta se dá em temperaturas muito altas, essas notas doces e frutadas dão lugar a traços de açúcar mascavo, caramelo e xarope de bordo.

Ao fogo

Falando em tosta, ela é parte do processo de fabricação de barris e tem relação direta com o sabor do vinho que passará pelo recipiente. Existem três níveis: leve (light), média (medium) e forte (heavy). Barris de tosta leve são usados por enólogos que buscam o caráter mais natural do carvalho. As de tosta média variam entre “true medium”, apropriada para a maioria dos tintos, e “medium plus”, as preferidas para fermentação de brancos. Por fim, a tosta forte tem caráter defumado-carbonizado e normalmente é usada em compostos de blends, a fim de não predominar.

Ao contrário do que se possa pensar, quanto mais fina a granulação do carvalho, maior a sua porosidade. Quanto maior a porosidade, maior a micro-oxigenação e, consequentemente, maior a ação positiva nos taninos do vinho. Em suma, quanto mais fina a granulação, melhor a reputação do carvalho junto aos enólogos. A maioria dos carvalhos europeus tem granulação bem mais fina do que a do americano. O carvalho das florestas de Tronçais, na França, cujos troncos são mais estreitos, apresenta a mais fina das granulações e portanto a melhor das reputações.

Outra diferença significativa entre os carvalhos francês e americano é a sua estrutura celular. O americano é mais denso e mais impermeável, por isso pode ser serrado. Já o francês precisa necessariamente ser partido, sem o uso de serras, a fim de manter os veios naturais da planta sem o risco de futuros vazamentos ao barril a que dê origem.

O custo do barril

Usar ou não barris de carvalho na fermentação e/ou envelhecimento de vinhos mais refinados e de alta gama tem mais relação com o estilo de bebida que se pretende obter do que com questões econômicas. Por outro lado, no caso de vinhos mais básicos e de menor custo, a decisão de se utilizar ou não madeira fatalmente passa pelas finanças, já que barris podem chegar a dobrar o valor do produto final.

De fato, eles não são itens baratos. Um barril de carvalho francês custa, em média, no mínimo US$ 850, dependendo da sua qualidade e capacidade – bons barris feitos a partir de carvalho vindo de florestas das regiões de Alliers, Vosges e Tronçais podem chegar a valer alguns milhares de dólares –, enquanto os de carvalho do leste europeu são comercializados a partir de US$ 550. Os de barris de carvalho americano são comercializados com preços a partir de US$ 400, também dependendo da sua qualidade e capacidade.

O motivo para essas variações de preço, além da região de proveniência da madeira, é a diferença estrutural entre as espécies de carvalho. Lembrando: para preservar sua integridade, o carvalho francês não pode ser serrado – o corte dos troncos é feito quase que manualmente, sempre no sentido das fibras, com cunhas de aço – e, assim, apenas 20% da matéria-prima é utilizada para a tanoaria. Por outro lado, no carvalho americano – de estrutura pouco permeável, que pode ser cortado com serra e em várias direções – o aproveitamento chega a, pelo menos, 40%. Ademais, enquanto, por ordem da ONF, o carvalho francês não pode ser cortado antes de 150 anos de idade, árvores de carvalho americano podem chegar ao ponto de corte já aos 60 anos.

Levando esses custos para a garrafa, de maneira bastante simplificada, um litro de vinho que passa em barrica tem seu custo acrescido do preço da barrica dividido pela capacidade da mesma. Ou seja, se a bebida passou por um barril bordalês de 225 litros que custou US$ 900, poderá haver um acréscimo de US$ 4 no preço final. Então, se, por um lado, esse processo agrega muito valor ao vinho, por outro eleva seu custo de produção.

Dentre as mais de 250 espécies de carvalho, as que melhor se prestam à fabricação de barris são: Quercus alba (carvalho americano), Quercus robur e Quercus petraea


Um litro de vinho que passa em barrica tem seu custo acrescido do preço da barrica dividido pela capacidade da mesma. Ou seja, se a bebida passou por um barril bordalês de 225 litros que custou US$ 900, poderá haver um acréscimo de US$ 4 no preço final. Uma alternativa de custo menor é a utilização de “chips” (lascas) ou “staves” (aparas de carvalho) durante o processo de produção

Alternativas às barricas

Por isso, enólogos de todo o mundo se utilizam de alternativas economicamente mais viáveis para que seus vinhos ganhem a complexidade e os aromas da madeira sem sofrer grande impacto de custo. Passar apenas uma parte do vinho por barris novos de carvalho é um dos expedientes disponíveis. Uma alternativa de custo ainda menor é a utilização de “chips” (lascas) ou “staves” (aparas de carvalho) durante o processo de produção.

Nesse caso, os chips ou staves são colocados em contato com o vinho. Isso pode acontecer em diversas fases, desde a fermentação do mosto até quando o vinho já está pronto. Chips e staves também podem variar consideravelmente tanto em relação à procedência (tipo de carvalho, tosta etc) quanto ao tamanho. Ademais, eles tanto são usados no lugar do período de envelhecimento em barris, quanto para suplementá-lo, nos casos em que o barril em questão for usado e se pretenda uma influência mais intensa de madeira.

É importante ressaltar que esse expediente confere atributos aromáticos à bebida, mas não pode ser considerado um substituto total dos barris, já que a passagem do vinho por barricas de carvalho possibilita a micro-oxigenação, processo que permite que moléculas de oxigênio penetrem na madeira e alcancem o vinho, ligando-se aos compostos de tanino mais pesados e fazendo-os precipitar no fundo do recipiente. Como resultado, o vinho tende a ficar mais redondo, aveludado e longevo.

Apesar de um pouco polêmico – e muitas vezes ocultado pelos produtores –, a utilização de chips de carvalho pela indústria vinícola vem de longa data. Há relatos a seu respeito datando de 1961, nos Estados Unidos. Esses expedientes foram e continuam sendo bastante utilizados em países produtores tanto do Velho quanto do Novo Mundo para se obter rótulos competitivos no mercado internacional. Aliás, a despeito do preconceito de alguns, é um artifício válido e, quando usado devidamente e de modo consciente, gera resultados muito mais que satisfatórios. Você, leitor, seria surpreendido pela quantidade de bons vinhos que não estagiam em barris propriamente ditos, mas sim se utilizam de chips ou de staves.

Quanto menos usado o barril, maior a sua influência, maior a transferência de aromas e sabores ao vinho nele armazenado

Produtores de barricas

Atualmente, são produzidos cerca de 800 mil barris todos os anos ao redor do mundo e, desse total, cerca de 550 mil na França. A maioria é construída a partir de carvalho francês, mas algumas tanoarias francesas utilizam-se de carvalho americano e do leste europeu, do mesmo modo que algumas empresas americanas usam carvalho francês.

Sem dúvida, as tanoarias mais famosas do mundo e reconhecidamente produtoras dos barris de melhor qualidade estão localizadas na França. Entre as notáveis podemos citar Boutes, Cadus, Damy, Demptos, François Frères, Nadalié, Quintessence, Radoux, Rousseau, Saury, Seguin Moreau, Taransaud e Vicard. Esses produtores são verdadeiras grifes e, muitas vezes, uma espécie de atestado de qualidade dos vinhos que são armazenados nesses barris.

“O trabalho dos tanoeiros costuma ser bastante próximo ao dos enólogos. É comum a empresa ser procurada por enólogos dizendo: ‘Tenho esse vinho, esse potencial, o que podemos fazer?’ E, a partir daí, os dois profissionais discutem juntos qual o melhor tipo de carvalho, tamanho de barril, tosta etc, para se atingir o vinho idealizado. Muitas vezes, a partir deste trabalho, desenvolvemos barris customizados para clientes e vinhos”, conta Rodrigo Perez Nambrard, da Seguin Moreau. Para ele, antigamente, o carvalho era usado para diminuir os defeitos do vinho, mas, com o desenvolvimento da indústria e a simbiose entre tanoaria e vinicultura, os produtores conseguem hoje realmente aproveitar todo o potencial da barrica, com aporte de aromas e complexidade, por exemplo.

Além disso, a tanoaria costuma participar da história da evolução do uso do carvalho. Tomando como exemplo o Brasil, Nambrard lembra que “em 1998 praticamente não havia um conceito de barricas no país”, acrescentando que “as primeiras barricas da Seguin Moreau foram vendidas (para cá) em 2000/2001”. Desde então, o cenário se alterou muito e, novamente, faz parte do papel dos tanoeiros apoiar os produtores na aquisição e uso de barris adequados para que o vinho produzido desenvolva e demonstre seu maior potencial.

A vida do barril

Barris de carvalho podem, na verdade, ser usados mais de uma vez na produção de vinhos. Obviamente, o fato do barril ser novo ou usado faz diferença no produto final. Costuma-se chamar as barricas novas de “barricas de primeiro uso”, reutilizadas pela primeira vez “de segundo uso”, pela segunda vez “de terceiro uso” e assim por diante. Como regra geral, quanto menos usado o barril, maior a sua influência, maior a transferência de aromas e sabores ao vinho nele armazenado. A partir do terceiro uso, normalmente o impacto aromático do carvalho é muito pequeno, os barris são praticamente inertes e sua principal função passa a ser permitir a micro-oxigenação do vinho.

Assim, quando o objetivo do enólogo é imprimir real toque de carvalho ao vinho, o estágio se dá em barris de primeiro ou segundo uso. Em outros casos, eles chegam a ser usados até três ou quatro vezes. Geralmente, depois disso, são vendidos para outra finalidade como, por exemplo, envelhecimento de destilados.

Dentro desse contexto, é importante ressaltar que a boa higienização das barricas é fundamental antes de sua reutilização. Isso porque, ao final de um uso, uma levedura chamada Brettanomyces pode contaminar o recipiente e, então, quando em grande quantidade, transmitir aromas desagradáveis ao vinho que será armazenado posteriormente.

Outro aspecto interessante sobre os barris é o fato de que costumam perder de 3% a 5% do vinho em seu interior ao ano. Esse volume deve ser completado com o mesmo vinho periodicamente, para manter a constância da superfície de contato do líquido com a madeira.

Novas tendências x tradição

A despeito das benesses do uso do carvalho tanto em brancos quanto em tintos, o que vem atualmente ganhando corpo e se mostrando uma tendência é o uso mais parcimonioso e consciente da madeira, a fim de ressaltar a fruta e a tipicidade do terroir. De fato, em aspectos gerais, ao se comparar o uso da madeira até meados da primeira década dos anos 2000 com a aplicação atual, é notável a mudança da atuação do carvalho, de personagem principal para uma espécie de coadjuvante, que trabalha em prol das qualidades intrínsecas do vinho, promovendo a fruta, a tipicidade, o equilíbrio e o frescor.

No entanto, no mundo do vinho, nada é absoluto e alguns estilos em que a madeira tem papel fundamental e definidor de estilo mantêm-se inabalados por essa tendência, haja vista os tintos Reserva e Gran Reserva da Rioja, os melhores brancos da Borgonha – Montrachet, Corton-Charlemagne, Chablis Grand Cru, por exemplo –, os tradicionais Chardonnay californianos e, porque não, os memoráveis Porto Vintage, enaltecidos e moldados por carvalho novo e elaborados para durarem por décadas.

Tamanho conta

Além do tipo de carvalho, de sua origem e de sua tosta, também o tamanho do recipiente por onde o vinho passará é de suma importância para determinar a influência sobre a bebida. Quanto menor o recipiente, maior o contato do líquido com o carvalho e, consequentemente, maior a transferência de aromas e componentes.
De forma genérica, chamamos esse recipiente de barril. Entretanto, de acordo com sua capacidade e também de acordo com a região onde são utilizados, pode haver denominações específicas. As principais delas são:


Teste você mesmo

ADEGA escolheu alguns vinhos representativos de certos estilos para que você, leitor, possa entender melhor a atuação da madeira. Listamos exemplos em que a madeira não entra, ou é coadjuvante, ou exerce papel fundamental tanto para o bom envelhecimento quanto para aportar mais estrutura, textura e complexidade para que você entenda as diferenças. Enfim, todos os escolhidos são muito bem elaborados, provando que a madeira só pode contribuir quando o produtor/enólogo sabe usá-la e, acima de tudo, sabe até onde pode chegar.

A madeira no Chardonnay

AD 90 pontos
1 - DOMAINE LAROCHE CHABLIS 2011

Domaine Laroche, Borgonha, França (World Wine R$ 110). Este 100% Chardonnay não passou por madeira, simplesmente permaneceu em contato com as borras por seis meses em tanques de aço inox. Chama atenção pelos aromas limpos de frutas tropicais e de caroço mais frescas, notas florais e minerais. Na boca, percebe-se a intenção de privilegiar o frescor e a fruta, sem nuances e rodeios. Direto, limpo e sem arestas, tem ótima acidez, boa profundidade e final persistente. Álcool 12%. EM

DOMAINE LAROCHE CHABLIS 2011

 

AD 89 pontos
2 - GRAYSON CELLARS CHARDONNAY 2010

Grayson Cellars, Califórnia, Estados Unidos (Vinci US$ 39). Perfeito exemplo de Chardonnay barricado do Novo Mundo. 100% do vinho permanece em barricas de carvalho francês e americano por nove meses, o que lhe confere notas lácteas, de baunilha e de frutos secos. Chama atenção por apresentar fruta fresca e boa acidez, que traz vivacidade ao conjunto. Final cremoso, tostado, cheio e suculento. EM

GRAYSON CELLARS CHARDONNAY 2010

 

AD 93 pontos
3 - ALAIN GEOFFROY CHABLIS GRAND CRU LE CLOS 2008

Alain Geoffroy, Borgonha, França (Decanter R$ 390). Branco 100% Chardonnay fermentado em cascos de madeira, com posterior estágio em barricas novas de carvalho francês. A madeira está bem integrada e dá contornos de frutos secos, baunilha e mel aos aromas de frutas tropicais mais maduras. No palato, a acidez, apesar de presente, é torneada por cremosidade, untuosidade e volume de boca, tudo num final muito longo e cheio. Percebe-se, claramente que a madeira traz complexidade nos aromas e densidade ao palato, tudo muito equilibrado, mas presente. Feito para envelhecer. Álcool 12%. EM

ALAIN GEOFFROY CHABLIS GRAND CRU LE CLOS 2008

 

A madeira no Sauvignon Blanc

AD 90 pontos
4 - GREYWACKE SAUVIGNON BLANC 2010

Greywacke, Marlborough  Nova Zelândia (Casa Flora R$ 110). Branco 100% Sauvignon Blanc sem passagem por madeira. Apresenta aromas puros de frutas cítricas e de caroço, típicas notas florais e herbáceas, além de toques minerais e um fundo vegetal lembrando aspargos. Em boca, é frutado, estruturado, suculento, redondo, equilibrado, tem acidez refrescante e final persistente. Aqui a intenção do enólogo é exaltar o frescor, a mineralidade e a fruta. Álcool 13,3%. EM

GREYWACKE SAUVIGNON BLANC 2010

 

AD 90 pontos
5 - ROBERT MONDAVI NAPA VALLEY FUMÉ BLANC 2010

Robert Mondavi, Califórnia, Estados Unidos (Interfood R$ 130). Sauvignon Blanc estagiado em barricas de carvalho francês e americano em contato com as borras por cinco meses. Aqui as típicas notas de frutas cítricas e tropicais estão envoltas por toques defumados, de baunilha e de frutos secos aportados pela madeira. Em boca, apesar da boa acidez, exibe fruta doce, untuosidade e cremosidade, também devido à passagem por barricas. Perde em frescor, mas ganha em longevidade e estrutura. EM

ROBERT MONDAVI NAPA VALLEY FUMÉ BLANC 2010

 

A madeira como coadjuvante

AD 92 pontos
6 - CHÂTEAU MUSAR BLANC 2005

Château Musar, Vale do Bekaa, Líbano (Mistral US$ 85). Branco das uvas autóctones Obaideh e Merwah, com fermentação e estágio em barricas de carvalho francês, sem tosta e 20% novas, durante 12 meses. Aromas de frutas brancas e de caroço, bem floral, notas de frutos secos, além de delicado toque mineral e de baunilha. No palato, é untuoso, elegante, tem ótima acidez e muita persistência. Aqui a madeira exerce um papel de coadjuvante, num estilo clássico, para conferir corpo e músculos necessários para o vinho durar por décadas. Álcool 12%. EM

CHÂTEAU MUSAR BLANC 2005

 

A madeira no Cabernet Sauvignon

AD 91 pontos
7- CLOS DE FOUS CABERNET SAUVIGNON 2010

Clos de Fous, Alto Cachapoal, Chile (Ravin R$ 118). Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira em que são privilegiados os aromas de frutas negras frescas, envoltos por notas florais e herbáceas, além de toques minerais e de especiarias doces. Em boca, é frutado, estruturado, suculento, intenso e profundo, tem acidez refrescante, ótima textura tânica e final longo. Busca-se mais que um estilo, uma representação de onde vem as uvas, sem atuação da madeira. Álcool 13,5%. EM

CLOS DE FOUS CABERNET SAUVIGNON 2010

 

AD 92 pontos
8 - MANSO DE VELASCO 2009

Miguel Torres, Vale do Curicó, Chile (Devinum R$ 198). Tinto 100% Cabernet Sauvignon, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês 50% novas. Aromas de frutas vermelhas e negras mais maduras, notas florais, tostadas e de eucalipto, além de toques de grafite e de alcaçuz. Em boca, é frutado, estruturado, cheio, tem boa acidez e final persistente e suculento, tudo suportado por uma ótima estrutura tânica que dá sustentação e equilíbrio ao conjunto. A madeira cumpre o papel de aportar complexidade aos aromas e estrutura, volume de boca e textura aos sabores, tudo de uma forma elegante e bem dosada. EM

MANSO DE VELASCO 2009

 

Os grandes barris

AD 91 pontos
9 - PRUNOTTO BARBARESCO 2010

Tenuta Prunotto, Piemonte, Itália (Winebrands R$ 201). Nebbiolo com estágio de 10 meses em grandes barris de carvalho francês de 50 e 75 hectolitros. Os aromas são agradáveis e lembram cerejas e groselhas, com típicas notas florais, defumadas e de especiarias doces. No palato, é estruturado, profundo, intenso e potente, tem boa acidez, textura fina e marcante, além de final persistente. Aqui o papel primordial da madeira é amaciar os taninos exuberantes da Nebbiolo. Álcool 13,5%. EM

PRUNOTTO BARBARESCO 2010

 

A madeira como personagem

AD 92 pontos
10 - ONTAÑON GRAN RESERVA 2001

Bodegas Ontañon, Rioja, Espanha (Tahaa R$ 258). Tinto composto de 95% Tempranillo e 5% Graciano, com estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês e americano. Em se tratando da Rioja, a madeira exerce papel fundamental no vinho, já que a classificação pela DO está, em parte associada, ao tempo em que os vinhos passam em barrica. No caso desse Gran Reserva, o carvalho é um dos personagens principais, conferindo aos aromas de frutas vermelhas e negras, notas florais, tostadas, de tabaco e de chocolate, além de toques defumados e de alcaçuz. Já em boca, o longo estágio em madeira e em garrafa torna o vinho mais macio e sedoso, mostrando um estilo elegante, estruturado e equilibrado, com taninos finos e final longo e persistente. Álcool 13%. EM
ONTAÑON GRAN RESERVA 2001

 

AD 91 pontos
11 - CHÂTEAU BELLEUVE DE TAYAC 2007

Jean Luc Thunevin, Bordeaux, França (Viníssimo R$ 324). Tinto composto de uvas 70% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Petit Verdot, com fermentação da Petit Verdot em madeira e estágio de todo o vinho em barricas novas de carvalho francês. Os aromas lembram cassis e ameixas maduras, a madeira confere notas tostadas, de chocolate e de baunilha, além de toques florais, herbáceos, de tabaco e de alcaçuz. Em boca, a fermentação da Petit Verdot em barricas confere, ao frutado intenso, rica textura tânica, ótimo volume de boca e final denso e longo. É potente, complexo e elegante. Álcool 12,5%. EM

CHÂTEAU BELLEUVE DE TAYAC 2007

 

AD 92 pontos
12 - QUINTA DO VALLADO PORTO TAWNY 20 ANOS

Quinta do Vallado, Douro, Portugal (Cantu R$ 407). Tinto fortificado doce que permanece por anos em barris de carvalho usados de 600 litros com o objetivo de envelhecer lentamente e, após longo período de contato com a madeira – nesse caso em média 20 anos – ganhar grande complexidade aromática, elegância e bastante equilíbrio entre acidez vibrante e intensa doçura. Mostra no nariz casca de laranja, caixa de charuto, notas florais, de frutos secos e de baunilha. No palato, é fino, potente e classudo ao mesmo tempo, com um final profundo e persistente. Álcool 12,5%. EM

QUINTA DO VALLADO PORTO TAWNY 20 ANOS

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