Enoturismo

Enoturismo na Argetina: Catena Zapata

Com seu design maia, Catena Zapata é um dos destinos enoturísticos mais requisitados da Argentina


A encantadora vinícola Catena Zapata na Argentina é de inspiração maia

Desde cedo, nas aulas mais básicas de história, aprendemos que a América Latina foi descoberta por portugueses e espanhóis. Porém, nos esquecemos que muito antes dos conquistadores chegarem em nossas terras, elas já eram habitadas pelos chamados povos pré-colombianos, aqueles que antecederam Cristóvão Colombo. Aí incluem-se os três povos mais conhecidos: incas, astecas e maias. Pela rapidez com que eles foram dizimados e pelo pouco que sabemos sobre suas culturas, esse assunto gera uma mescla de curiosidade e encantamento. E foi baseada nessa mistura de sensações que uma das vinícolas mais charmosas da Argentina se ergueu.

Nicolas Catena, membro da terceira geração da vinícola Catena Zapata em uma viagem à Guatemala, (no departamento de El Petén), conheceu o Templo de Tikal, que fica na maior cidade construída pelos maias – civilização de notável conhecimento no que dizia respeito à arte, arquitetura e matemática, por exemplo – e ficou encantado com a estrutura. Chegando à Argentina, pediu ao arquiteto Pablo Sánchez Elía que fosse à Guatemala visitar o local, para, inspirado nele, erguer a sua nova vinícola.

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Ao mesmo tempo em que queria reverenciar o vinho com a construção, procurava se descolar da arquitetura presente no Velho Mundo e se ligar às raízes históricas da América Latina. Queria algo que, assim como os maias, fosse avançado para a época, que chamasse a atenção. O resultado, inaugurado em 2001, é um edifício imponente, cercado de vinhedos, surpreendente.

Quem passa pela Catena Zapata afirma que a visita é imperdível. Muitos dizem que ir à Mendoza, região vitivinícola mais famosa da Argentina, e não visitar a vinícola é como ir a Paris e não subir na Torre Eiffel, ou ir à Nova York e não tirar uma foto da Estátua da Liberdade. A vinícola é um dos principais atrativos de Mendoza, e dá as boas vindas aos visitantes com um caminho cercado de parreiras por todos os lados. No fim dessa estradinha, está o “templo maia”, majestoso, mas sem exageros.

Ao entrar, os visitantes se deparam com a circunferência central do prédio vazada, dando passagem tanto à adega, no subsolo, quanto aos andares superiores. O térreo, todo revestido de mármore, é reservado para a recepção dos turistas, que logo descem ao andar inferior, onde encontram paredes de rochas, seguindo a linha da arquitetura maia. Confirmando esse estilo “bruto”, a adega também é revestida de pedras, no chão e nas paredes, e pilares de mármore dão um toque mais leve ao ambiente, que abriga cerca de seis mil barris de vinho.

Ainda no subsolo e em meio às barricas, há uma sala de degustação em semicírculo, envidraçada, com enormes “janelas” que dão vista para as barricas. Lá, as provas do vinho da vinícola acontecem numa longa mesa de madeira – do tipo Lapacho, madeira nativa da floresta amazônica e de outras regiões da América do Sul. Nesse mesmo hall onde está a adega, há o que a Catena Zapata chama de “Biblioteca de Vinhos”, onde são armazenados os melhores rótulos do mundo, que servem como uma espécie de termômetro para a qualidade dos vinhos produzidos lá.

O ponto alto da visita, porém, não está na adega ou na Biblioteca de Vinhos. A parte que mais agrada aos visitantes está nos pisos superiores, o terraço e a pirâmide de vidro. Para chegar até lá é necessário subir dois lances de escada, iluminados pela luz que vem de fora. A vista do terraço é exuberante, com vinhedos nos 360° do lugar, sendo que, em alguns pontos, é possível ter a Cordilheiras dos Andes como papel de parede. Uma bela maneira de terminar a vista.

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Carolina Almeida

Publicado em 30 de Julho de 2019 às 17:00


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