Fogo provoca perdas em vinhedos e reforça preocupação com eventos climáticos extremos

por Redação
Os incêndios florestais que atingem a França nas últimas semanas também chegaram a importantes regiões produtoras de vinho. A situação mais grave ocorre no departamento dos Pyrénées-Orientales, na fronteira com a Espanha, onde cerca de 4.900 hectares de vegetação foram destruídos e milhares de pessoas precisaram deixar suas casas temporariamente. Embora os vinhedos costumem funcionar como barreiras naturais contra o avanço das chamas, diversas áreas vitícolas acabaram sendo atingidas.
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Segundo autoridades agrícolas francesas, aproximadamente 300 propriedades rurais sofreram impactos, incluindo vinícolas, pomares e fazendas. Além da destruição causada pelo fogo, produtores enfrentam problemas com sistemas de irrigação, estações de bombeamento danificadas e interrupções no fornecimento de energia. Em alguns casos, o acesso às propriedades ainda permanece restrito, dificultando a avaliação completa dos prejuízos.
Em Montalba-le-Château, uma vinícola informou que perdeu cerca de 90% de seus nove hectares de vinhedos, incluindo parcelas de videiras antigas cultivadas há décadas. Os produtores também demonstram preocupação com os efeitos da fumaça sobre as uvas e com os danos à infraestrutura das adegas, fatores que podem comprometer não apenas a safra atual, mas também a recuperação das propriedades nos próximos anos.
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Outras regiões vinícolas também registraram ocorrências. No Vale do Loire, um incêndio destruiu parte de um vinhedo da casta Marsanne, supostamente após o uso de fogos de artifício, enquanto a Borgonha registrou focos menores, com danos mais limitados. O cenário reforça o alerta para o aumento da frequência de eventos extremos, resultado da combinação entre altas temperaturas, seca prolongada e maior risco de incêndios, desafios que vêm preocupando cada vez mais o setor vitivinícola francês.