• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Amargor metálico

    O que é vinho com aroma de rato?

    O chamado "aroma de rato" é o resultado de uma falha microbiológica causada por leveduras deteriorantes

    Imagem O que é vinho com aroma de rato?

    por Redação

    Apesar de alguns chamarem esse defeito de “xixi de rato”, fique tranquilo, pois nenhum roedor urinou no seu vinho. Os americanos chamam de “mousiness” ou “mouse taint”, os franceses de “goût de souris”.

    Essa característica, amplamente considerada pelos produtores de vinho como uma das mais repulsivas, é resultado de uma falha microbiológica causada por leveduras deteriorantes, principalmente dos gêneros Brettanomyces e Dekkera, e por bactérias do ácido láctico, como Lactobacillus hilgardii e Lactobacillus brevis.

    LEIA TAMBÉM: Vinhos de uvas ressecadas sobre camas de palha

    O composto responsável pelo odor característico é a 2-acetil-3,4,5,6-tetra-hidropiridina, que é frequentemente descrita como “gaiola de rato”, “urina de rato”, “pipoca” ou “chips de milho”.

    Este composto é gerado no vinho finalizado, já que requer a presença de álcool para sua formação, não ocorrendo antes da fermentação. Por essa razão, é comum encontrar o odor em vinhos fortificados com alto teor alcoólico.

    LEIA TAMBÉM: O que faz o Sommelier?

    Os fatores de risco para esse defeito são vários, mas o maior é a produção de vinho na ausência de sulfitos adicionados. Outros são pH elevado, leveduras selvagens e potencialmente também o uso de cacho inteiro. Devido ao aumento da vinificação natural, há quem aponte que isso se tornou um problema. Mas não há nenhuma evidência experimental.

    O odor de rato, na verdade, apresenta um desafio sensorial, pois é difícil detectá-lo apenas pelo aroma, tornando-se mais evidente no paladar após a degustação. Isso se deve à sua forma não volátil na presença do nível de acidez encontrado no vinho, o que impede sua detecção pelo olfato.

    No entanto, ao entrar em contato com a saliva na boca após a deglutição, a acidez residual do vinho diminui, transformando o composto em uma forma volátil e intensamente persistente, resultando em um “sabor de rato” mais pronunciado.

    Além disso, é comum os degustadores relatarem um amargor metálico associado a esse defeito em vinhos tintos, devido à produção do composto acroleína pelos mesmos microrganismos.

    Segundo especialistas, para evitar a ocorrência desse defeito, é fundamental manter níveis adequados de dióxido de enxofre durante o processo de vinificação, especialmente durante a maturação em barricas de madeira. Trabalhar em baixas temperaturas e pH é importante, assim como limitar o oxigênio dissolvido.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    VinhoVinho fortificadosulfitopH

    Notícias relacionadas

    Arnaldo Grizzo

    O vinho misterioso do Império Romano: o sabor proibido que intrigou historiadores

    Imagem O vinho é parecido com o homem

    O vinho é parecido com o homem

    Imagem VÍDEO! A ligação entre os vinhos portugueses e a história do País

    VÍDEO! A ligação entre os vinhos portugueses e a história do País

    Imagem A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    A história do vinho no Brasil: da colônia à viticultura moderna

    Imagem VÍDEO! Como o vinho ajudou a derrotar Napoleão - A história de Lorde Nelson

    VÍDEO! Como o vinho ajudou a derrotar Napoleão - A história de Lorde Nelson

    As adegas tinham a capacidade de armazenar mais de cinco milhões de garrafas - Library of Congress

    A história secreta das adegas sob a ponte do Brooklyn

    Ilustração

    Os clássicos do Vale do Rhône

    Imagem VÍDEO! Quem são os Deuses do vinho?

    VÍDEO! Quem são os Deuses do vinho?

    A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci, retrata Jesus e os apóstolos

    Qual teria sido o vinho que Jesus serviu na Última Ceia?

    Vinho só foi provado em três ocasiões sendo a última em 1944

    O vinho mais antigo do mundo ainda pode ser consumido?

    Report Uruguai

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Gigante do vinho reduz marcas e aposta no segmento premium
    1

    Gigante do vinho reduz marcas e aposta no segmento premium

    Descoberta revela antiga fábrica de vinho e azeite
    2

    Descoberta revela antiga fábrica de vinho e azeite

    União Europeia muda regras para rótulos de vinho
    3

    União Europeia muda regras para rótulos de vinho

    Califórnia avança em regra para vinhos rotulados como americanos
    4

    Califórnia avança em regra para vinhos rotulados como americanos

    Primeiro vinho do vinhedo do Papa gera 5 mil garrafas na Itália
    5

    Primeiro vinho do vinhedo do Papa gera 5 mil garrafas na Itália

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group