A mesma uva pode originar vinhos leves, aromáticos ou mais estruturados
por André De Fraia

Pinot Gris e Pinot Grigio são nomes diferentes para a mesma uva, mas isso não significa que os vinhos tenham o mesmo estilo. Dependendo do país e da tradição local, essa variedade pode originar rótulos bastante distintos, indo de exemplares leves e refrescantes a versões mais encorpadas e aromáticas.
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A Pinot Gris/Grigio surgiu a partir de um cruzamento natural entre a tinta Pinot Noir e a branca Pinot Blanc. Apesar de ser considerada uma uva tinta, ela costuma dar origem a vinhos brancos graças à sua casca fina, que não concentra grande quantidade de pigmentos.
O nome da variedade faz referência justamente à tonalidade da casca. “Gris”, em francês, e “Grigio”, em italiano, significam “cinza”, descrevendo a coloração intermediária da uva, entre o roxo das tintas tradicionais e o verde das brancas.
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A origem da casta está na Alsácia, na França, mas foi na Itália que ela ganhou fama internacional, especialmente com os vinhos leves, frescos e fáceis de beber conhecidos como Pinot Grigio. Já na França, sobretudo na Alsácia, os Pinot Gris costumam apresentar mais estrutura, intensidade aromática e textura.
Hoje, a variedade também está presente em países como Alemanha — onde recebe o nome de Grauburgunder —, Áustria, Estados Unidos, Argentina e Brasil, sempre refletindo o terroir e o estilo de vinificação de cada região.
Por isso, embora seja a mesma uva, o nome no rótulo pode indicar experiências bastante diferentes na taça. Comparar um Pinot Grigio italiano com um Pinot Gris francês ou um Grauburgunder alemão é uma forma interessante de entender como clima, cultura e tradição influenciam o vinho.
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