Por que os vinhos Supertoscanos são tão apaixonantes?


Os segredos dos rótulos desta célebre região italiana

Até hoje, há uma certa disputa entre as famílias Antinori e Incisa della Rochetta quando se trata de quem produziu o primeiro vinho Supertoscano da história. Se um lado diz que o pioneiro foi o Sassicaia 1968, o outro rebate que o Tignanello 1970 foi o primeiro a sair no mercado. Disputas à parte, o que permanece até hoje é a revolução causada por esses vinhos, em uma época turbulenta da vitivinicultura italiana, que proporcionou grande incremento qualitativo nos anos seguintes. 

Supertoscanos foi o nome dado aos que vinhos que não obedecem, ou não obedeciam, às normas de produção da principal denominação de origem toscana na época, Chianti. No fim da década de 1960, mais precisamente em 1967, a DOC foi oficialmente criada, estabelecendo não somente os limites do território, mas retomando a “receita” postulada pelo barão Bettino Ricasoli em 1872, que estipulava que os vinhos deviam ser feitos majoritariamente com Sangiovese e completados com Canaiolo e Malvasia. 

 

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Já desde muito antes, contudo, as famílias Antinori e Incisa della Rochetta vinham “contrariando” as regras. No começo do século XX, Niccolò Antinori estava testando algumas cepas francesas na Toscana. Mais tarde, o jovem Mario Incisa della Rocchetta também resolveu testar variedades, especialmente a Cabernet Sauvignon, na propriedade que sua esposa, Clarice della Gherardesca, havia herdado na região de Bolgheri, a Tenuta San Guido. Diz-se, aliás, que a primeira safra do Sassicaia seria de 1945, mas apenas para consumo interno. 

A década de 1960 marcou um período de profunda crise na vitivinicultura toscana. Desde o fim da II Guerra Mundial, a Itália passou por dificuldades, especialmente no campo. Os donos de terras viam suas propriedades serem abandonadas pelos poucos agricultores que ainda persistiam. A sociedade evoluía e o antigo sistema de mezzadria, que sobrevivia na Toscana desde a época do feudalismo, estava sendo abandonado, fazendo com que os donos tivessem que cultivar as terras por si próprios. E, em um país devastado pela guerra, é quase natural que, durante algum tempo, a prioridade fosse a quantidade e não a qualidade dos vinhos. Chianti, assim, minguava. 

 

Piemontês na Toscana 

Mario Incisa della Rocchetta (à direita) foi decisivo no surgimento dos Supertoscanos

É válido dizer que quem promoveu a grande revolução vitivinícola toscana do século XX foram piemonteses. Mario Incisa della Rocchetta era de origem piemontesa, mas não somente graças a ele surgiram os Supertoscanos. Um dos principais personagens dessa grande transformação foi, na verdade, Giacomo Tachis, um enólogo nascido em Turim. 

Diz-se que a inspiração de Mario Incisa della Rocchetta para criar o Sassicaia foram jantares do qual participava quando ainda era estudante, nos quais eram servidos vinhos de Bordeaux, mas também uma temporada que ele passou com seus amigos do Château Mouton Rothschild, na França. Foi na volta desse “estágio” em um dos mais prestigiados produtores bordaleses que Mario contatou Tachis, que então trabalhava para os Antinori. Vale lembrar que os Antinori e os Incisa della Rocchetta são primos. 

Tachis havia começado como estagiário na Antinori e rapidamente foi ganhando espaço, implementando novas ideias, trabalhando com outras castas além da Sangiovese. Sua primeira safra ao lado de Mario na Tenuta San Guido foi em 1968, ano em que o Sassicaia foi oficialmente criado. Diz-se, aliás, que essa safra sói foi colocada à venda por insistência dos Antinori, que pediram 250 caixas do vinho a Mario Incisa della Rocchetta para que fossem vendidos por seus distribuidores. 

Se a ideia de trazer variedades francesas para a Toscana partiu dos Antinori e dos Incisa della Rocchetta, a maneira de trabalhar o vinho, o blend e especialmente a introdução do envelhecimento em barricas deve-se, em grande parte, a Tachis. Assim, ele tem parte tanto na criação do Sassicaia quanto do Tignanello, e também do Solaia, um vinho criado como experimento em 1978 com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc também pelos Antinori. Tachis é considerado o pai dos Supertoscanos. 

 

Um novo estilo 

Os Supertoscanos não eram apenas “contra as regras” de Chianti, eles simplesmente não queriam mais ficar sob essa pecha que os limitava. Então, não era apenas uma questão de “desobediência” usar outras variedades e outros métodos. Era uma questão de criar um novo vinho, um vinho que não estivesse vinculado a Chianti e sua má fama na época. Um vinho diferente, rico, encorpado, de alta qualidade, bem distante daqueles que estavam sendo produzidos e eram tachados de ligeiros e vendidos, muitas vezes, nos “fiaschi” (garrafas envoltas em palha), que se tornaram parte da decoração de muitas cantinas, mundo afora. 

A “rebeldia” dos produtores não passou em branco e, na época, seus vinhos foram rebaixados à categoria “vino di tavola” – cujos preços tendiam a ser os mais baixos do mercado. Somente em 1992 é que foi criada a Indicazione Geografica Tipica (IGT), classificação menos restritiva que abarcou esses vinhos “fora da lei”. A fama dos Supertoscanos, contudo, veio antes disso. 

Os primeiros exemplares foram bem recebidos por consumidores e críticos, mas a consagração veio em 1978, uma década após a primeira safra: Sassicaia venceu um importante concurso com exemplares de Cabernet Sauvignon do mundo todo promovido pela revista Decanter. Alguns anos depois foi a vez de Robert Parker dar 100 pontos para o Sassicaia da safra 1985. 

Mas Sassicaia não foi o único a chamar a atenção. Juntaram-se a ele os “primos” Tignanello e Solaia, além de Ornellaia (criado em 1985 pelo irmão mais novo de Piero Antinori, Ludovico), Siepi (vindo de um vinhedo dos Mazzei plantado com Merlot nos anos 1980), Masseto (um Merlot 100% da Tenuta dell’Ornellaia criado em 1986), Redigaffi (outro Merlot 100%, desta vez da Tenuta Tua Rita) e muitos outros. 

 

Só variedades francesas? 

 

Vale lembrar que os vinhos considerados Supertoscanos não são somente aqueles que levam castas “proibidas” pelas denominações de origem tradicionais da Toscana, especialmente Chianti. Muitos são Sangiovese puros e, ainda assim, considerados Supertoscanos, pois desobedecem a outras regras que englobam não somente as variedades, mas os métodos de produção. Rótulos como o Fontalloro, da Fèlsina, ou o Flaccianello, da Fontodi, por exemplo, são 100% Sangiovese. O primeiro Tignanello, por sinal, era só Sangiovese, mas, na época, as regras obrigavam um Chianti a mesclar Canaiolo e Malvasia. Somente depois é que Tignanello passou a mesclar outras cepas. 

Atualmente, aliás, alguns Supertoscanos até poderiam pertencer à denominação Chianti, pois, depois de algumas atualizações, ela já não obriga, por exemplo, o uso de variedades brancas no blend, e também não impede que um vinho seja 100% varietal. Ainda assim, a revolução e a fama dos Supertoscanos abriu novas possibilidades aos produtores da região, que criaram uma saída para a crise e hoje colhem os frutos de sua ousadia. 

 

Uma questão de solos? 

Diz-se que uma das inspirações para cultivar cepas francesas na região de Bolgheri vem dos solos rochosos, que, de certa forma, teriam alguma similaridade com Bordeaux. O nome Sassicaia, por exemplo, significa “solo de muitas pedras”. O vinhedo de Tignanello, por sua vez, também é repleto de rochas calcárias, tanto que, no começo dos anos 2000, os Antinori resolveram pegar essas pedras brancas, limpá-las e colocá-las aos pés das vinhas para refletir melhor o sol. 

 

Não se sabe ao certo quem produziu o primeiro rótulo de Supertoscano da história

Quem batizou? 

Não se sabe ao certo quem usou o nome “Supertoscanos” pela primeira vez para se referir a esses vinhos que, por não obedecerem às regras de Chianti, eram rebaixados de categoria e só podiam levar no rótulo a denominação “vino di tavola” e posteriormente IGT (Indicação Geográfica Típica). Acredita-se que o termo tenha surgido nos anos 1980, quando foi usado por Luigi Veronelli, famoso crítico italiano, ou então pelo escritor norte-americano Burton Anderson, autor de um guia de vinhos italianos, que se mudou para a Toscana em 1977, ou ainda pelo inglês David Gleave, expert em vinhos italianos. 

 

 

Vinhos avaliados 

 

CA'MARCANDA PROMIS 2013 - (AD 93: pts)

Gaja, Toscana, Itália (Mistral US$ 90). Ca’Marcanda é o projeto de Gaja, mítico produtor do Piemonte, em Bolgheri, na Toscana. Blend de 55% Cabernet Sauvignon, 35% Syrah e 10% Sangiovese, com estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho francês. Desde o início, mostra exuberantes aromas de frutas vermelhas e negras acompanhadas de notas florais, de ervas e de especiarias doces. Estruturado e balanceado, tem acidez refrescante, taninos de ótima textura e final persistente, com toques terrosos e de ameixas. Definitivamente, um ótimo exemplar da região, com a mão elegante e precisa presente em todos os vinhos de Angelo Gaja. Álcool 13,5%. 

 

CASTELLO DI AMA L’APPARITA 2013 - (AD: 97 pts)

Castello di Ama, Toscana, Itália (Mistral US$ 459). Tinto elaborado exclusivamente a partir de Merlot, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 50% novas. Mostra sedutoras notas florais envolvendo os aromas de frutas negras e vermelhas de perfil mais fresco. Preciso, compacto e refinado, tem acidez vibrante, taninos de excelente textura e final muito longo, com toques minerais e de couro. Consegue de modo sutil, quase delicado, mostrar a exuberância e o lado frutado da Merlot sem comprometer sua força e sua intensidade. Álcool 13,5%. 

 

DULCAMARA 2011 - (AD: 92 pts)

I Giusti & Zanza, Toscana, Itália (Cantu R$ 385). I Giusti & Zanza é uma pequena vinícola localizada no noroeste da Toscana e elabora este tinto a partir de 70% Cabernet Sauvignon, 25% Merlot e 5% Petit Verdot, com estágio de 18 meses em barris de carvalho. Apresenta aromas de ameixas, cassis e amoras escoltados por notas florais, tostadas e de especiarias doces, além de toques terrosos, de couro e de tabaco. Bem feito em seu estilo mais maduro e carnudo, tem taninos de ótima textura e gostosa acidez, que trazem sustentação e equilíbrio ao conjunto. Concentrado e untuoso, tem final persistente, com toques de grafite e de alcaçuz. Álcool 14%. 

 

FLACCIANELLO DE LA PIEVE 2001 - (AD: 94 pts)

Fontodi, Toscana, Itália (Vinci US$ 343 a safra 2015). Tinto elaborado exclusivamente a partir de Sangiovese, com estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês. Muito equilibrado, chama atenção pela fruta vermelha lembrando cerejas, que aparecem tanto no nariz quanto na boca. Depois surgem notas terrosas, de ervas secas e de especiarias, tudo escoltado por refrescante acidez e taninos de excelente textura, que conferem profundidade e complexidade ao conjunto. 

 

FONTALLORO 2008 - (AD: 93 pts)

Fattoria di Fèlsina, Toscana, Itália (Mistral US$ 179 a safra 2012). Tinto elaborado exclusivamente a partir de Sangiovese, com estágio entre 18 e 20 meses em barricas de carvalho francês. Complexo nos aromas e nos sabores, esbanja notas terrosas, de especiarias, de tabaco e de ervas, impressionando pelos taninos de fina textura. Austero, muito bem feito nesse estilo mais concentrado e exuberante.  

 

GHIAIE DELLA FURBA 2015 - (AD: 92 pts)

Tenuta di Capezzana, Toscana, Itália (Mistral US$ 99 a safra 2010). Blend de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês. Muito bem feito em seu estilo mais maduro e opulento, é macio e muito refinado, tudo envolto e equilibrado por taninos de grãos finos, vibrante acidez e final com toques especiados e de grafite. 

 

GRATTAMACCO 2012 - (AD: 93 pts)

Colle Massari, Toscana, Itália (Mistral - não disponível). Tinto composto de 65% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot e 15% Sangiovese, com estágio de 18 meses em barricas novas e de segundo uso. Num estilo mais exuberante nos aromas, mostra fruta mais maduras seguidas por notas florais e de especiarias doces, além de toques terrosos e de tabaco. Redondo, suculento e estruturado, tem acidez vibrante e taninos de excelente textura, que trazem harmonia e sustentação ao conjunto, terminando de forma persistente, com toques de alcaçuz e de grafite. Álcool 14%. 

 

GUADO AL TASSO 2012 - (AD: 95 pts)

Antinori, Toscana, Itália (Winebrands R$ 1.497 a safra 2015). Composto de 55% Cabernet Sauvignon, 25% Merlot, 18% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot, com 18 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Apesar de muito jovem, já se mostra mais fresco, com mais tensão, mas mantendo o estilo classudo e elegante. Tem ótima acidez, excelente textura de taninos e final profundo, com toques de grafite. Álcool 14%. 

 

IL BORRO 2015 - (AD: 94 pts)

Il Borro, Toscana, Itália (Épice R$ 700 a safra 2014). Tinto composto de 50% Merlot, 35% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah, com estágio de 18 meses em barris de carvalho francês. Elegante e refinado nos aromas e nos sabores, tem gostosa acidez, taninos de ótima textura e final persistente e suculento, com notas de ervas e de grafite. Impressiona pelo equilíbrio e precisão do conjunto. Álcool 14,5%.  

  

LE SERRE NUOVE DELL'ORNELLAIA 2014 - (AD: 91 pts)

Tenuta dell'Ornellaia, Toscana, Itália (Grand Cru R$ 599). Espécie de segundo vinho do mítico Ornellaia, é composto de 50% Merlot, 34% Cabernet Sauvignon, 9% Cabernet Franc e 7% Petit Verdot, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho 25% novas. Um Bolgheri da cabeça aos pés, mostra-se mais acessível mesmo tão jovem, quando comparado ao seu irmão mais velho. Surpreende pela qualidade de fruta madura mesmo em uma safra tão complicada quanto a 2014 na Toscana. Refinado e estruturado, tem acidez refrescante, taninos de ótima textura e final persistente, com toques minerais. Álcool 13,5%.  

 

ORENO 2010 - (AD: 95 pts)

Tenuta Sette Ponti, Toscana, Itália (World Wine R$ 780 a safra 2015). Blend de 45% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 15% Petit Verdot, com estágio em carvalho francês. Mostra acidez refrescante e taninos finos e de ótima textura, que trazem vibração e tensão a todo o conjunto. As ameixas estão torneadas por notas de menta e de chocolate, que vão se tornando mais pronunciadas com o tempo na taça. Tem final longo e persistente, lembrando grafite. Álcool 14,5%. EM 

 

ORNELLAIA 1997 - (AD: 94 pts)

Tenuta dell'Ornellaia, Toscana, Itália (Grand Cru R$ 2.464 a safra 2014). Tinto composto de 65% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 5% Cabernet Franc, com cada variedade fazendo estágio separadamente em barricas de carvalho francês 50% novas durante 18 meses e só depois realizado o blend. Perfeito exemplo daquele ano mais quente na Toscana, mostra fruta de perfil mais maduro e bastante potência, mesmo com mais de dez anos de garrafa. Os taninos de grãos finos e de excelente textura trazem equilíbrio a toda sua opulência, conferindo finesse e elegância ao conjunto. Tem final longo e cheio, com toques de mocha e de grafite. Álcool 14%. 

 

PHILIP 2014 - (AD: 93 pts)

Mazzei, Toscana, Itália (Grand Cru R$ 430). Tinto elaborado exclusivamente a partir de uvas Cabernet Sauvignon cultivadas nas regiões de Maremma e Chianti Classico, com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês e americano, sendo 30% novas. Refinado e macio, mostra perfil elegante, com notas especiadas, terrosas, de ervas secas e de flores, que envolvem sua fruta vermelha e negra madura. Chama atenção pelos taninos de fina textura e pela acidez refrescante, que trazem tensão ao conjunto. Tem final longo e persistente, com toques de grafite. Está ótimo agora, mas tem tudo para ficar ainda melhor nos próximos 10 anos. Álcool 14,4%. 

 

PRIMA PIETRA 2012 - (AD: 94 pts)

Castiglion del Bosco, Toscana, Itália (Via Vini R$ 550 a safra 2015). Apresenta frutas vermelhas e negras de perfil mais fresco, com mais tensão e vibração, mas mantendo a finesse e o equilíbrio do 2012. As notas de ervas, de alcaçuz e de especiarias doces conferem complexidade, tudo sustentado por ótima acidez, taninos finíssimos e final persistente, com toques minerais e de amoras. 

 

SASSICAIA 2012 - (AD: 95 pts)

Tenuta San Guido, Toscana, Itália (Ravin R$ 3.811 a safra 2014). Tinto composto de uvas 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc cultivadas em Bolgheri, com estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês. Notas sedutoras de tabaco e de couro envolvem os aromas de ameixas, amoras e cerejas de perfil mais fresco. Depois aparecem notas florais, de especiarias doces, de ervas e de alcaçuz. Estruturado, equilibrado e refinado, tem taninos de excelente textura, vibrante acidez e final longo e profundo, com toques de grafite e de cerejas ácidas. Álcool 13,5%. 

 

SIEPI 2013  - (AD: 95 pts)

Mazzei, Toscana, Itália (Grand Cru R$ 1.299). Tinto composto de Sangiovese e Merlot, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Complexo nos aromas mostra notas florais, de cânfora, de especiarias doces e de frutas vermelhas ao licor, que se confirmam no palato. Profundo, refinado e muito preciso, tem excelente textura de taninos, refrescante acidez e final longo e persistente, com toques de grafite. Álcool 14%. 

 

SOLAIA 1997 - (AD: 95 pts)

Antinori, Toscana, Itália (Winebrands R$ 4.876 a safra 2013). Com mais de 20 anos impressiona pela vivacidade e juventude, principalmente pela qualidade e exuberância de fruta, tudo num contexto de gostosa acidez, taninos de fina textura e final longo e profundo, com toques especiados, terrosos e de cerejas. Faz jus a essa mítica safra na região. Ainda está jovem e tem longa vida pela frente.  

 

TASSINAIA 2014 - (AD: 93 pts)

Castello del Terriccio, Toscana, Itália (Mistral US$ 110). Tinto elaborado a partir de uvas Cabernet Sauvignon (50%) e Merlot (50%) cultivadas em Maremma, com estágio em barricas de carvalho francês. Impressiona pelo equilíbrio do conjunto e pelos taninos de grãos finos e de ótima textura, que envolvem suas frutas vermelhas e negras que aparecem acompanhadas de notas florais, terrosas, de couro e de especiarias doces. Elegante e refinado, tem final longo e persistente, com toques de ervas secas e de grafite. Álcool 13,5%.  

 

TIGNANELLO 2010 - (AD: 95 pts)

Antinori, Toscana, Itália (Winebrands R$ 1.319 a safra 2015). Tinto composto de 80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot, com fermentação em taques cônicos de madeira e posterior estágio de 12/14 meses em barricas de carvalho. Mostra aromas de cerejas, ameixas e cassis envoltos por notas florais, especiadas e herbáceas, além de toques terrosos e de alcaçuz. No palato, mostra fruta exuberante, muito equilíbrio, acidez vibrante e ótima textura. Um vinho profundo e elegante, que mostra toda sua potência, num contexto de muito frescor, vivacidade e finesse. Álcool 14%. 

Da redação

Publicado em 21 de Março de 2020 às 19:04


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