• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Macarrão de quinta-feira

    Como harmonizar vinhos com pratos do dia a dia?

    Confira dicas para acompanhar refeições cotidianas

    por Sílvia Mascella Rosa

    Em uma terça-feira qualquer - na qual você resolveu preparar aquela massa diferente por conta de um maço de manjericão irresistivelmente lindo no supermercado, ou decidiu assar um peixe para um jantar mais leve -, bate aquela vontade de tomar um vinho. Talvez apenas uma taça enquanto prepara o prato e outra enquanto come (afinal é só uma terça-feira), e você se pergunta: "O que vou beber com essa comida tão simples?".

    A resposta pode ser simples também, embora tenhamos que dizer que um grande vinho pode ser bebido em qualquer momento, muitas vezes apenas acompanhado de pão fresco, azeite e fatias de maçã verde. No entanto, essa não é uma harmonização, é um simples acompanhamento para um produto que já é muito bom, e que não deve ser maltratado por uma sobra de pizza de dois dias atrás.

    Leia mais:

    + Com harmonizar massas e vinhos?

    + Harmonização com pratos clássicos

    + Dicas de harmonização entre vinho e arroz

    Por vinho simples, entenda-se vinhos que podem ser bebidos sem a necessidade de serem decantados, que não precisam ser resfriados com precisão (a menos que você more em cidades onde a temperatura média esteja acima dos 25oC e não tenha um lugar mais fresco para armazenar suas garrafas) e que podem ser comprados e bebidos imediatamente.

    O feijão nosso de cada dia

    Quando falamos de harmonização, nenhum debate é mais acalorado do que a possibilidade de combinar algum vinho com o prato nacional por excelência: a feijoada.

    Grupos de degustadores já fizeram extensas provas, tentando combinar a gordura das carnes com vinhos tintos mais tânicos, a opulência do caldo com a acidez dos espumantes e outras opções. A conclusão é um tanto desanimadora, pois praticamente nenhum vinho faz frente à complexidade de sabores de uma feijoada.

    Ao falarmos em opulência, estamos falando de uma composição em que muitos elementos se sobressaem, desde a gordura dos torresmos de entrada, passando pela suculência das carnes, da riqueza dos temperos (alho, pimenta, louro), da mineralidade da couve e do próprio feijão. Assim, um vinho capaz de conter ou se opor a um desses elementos, dificilmente conseguirá fazer o mesmo com todos.

    Para quem ainda assim quer tentar, a sugestão é um vinho italiano frisante, da uva Lambrusco. Muito embora os secos e com qualidade suficiente para serem bebidos sejam raros (e caros), ele pode ser combinado em parte com a feijoada por ter um pouco de acidez, frescor e uma pequena dose de taninos (a Lambrusco é uma uva tinta). Se a curiosidade for grande, vale tentar.

    Os domingos preguiçosos

    Para quem escolheu o churrasco como prato oficial do domingo, é legal saber que as carnes na grelha (em geral mais gordurosas) pedem vinhos com mais taninos, como portugueses da região da Bairrada, Cabernets mais potentes, Tannats uruguaios (aqui cuidado: se você for um apreciador de carnes bem passadas, evite os Tannats, pois a combinação ficará amarga) e Malbecs argentinos. O tanino marcado desses vinhos aprecia a companhia da proteína e da gordura das carnes.

    Mas para quem escolheu terminar o  dia na frente da televisão, comendo uma fatia de torta ou quiche, as opções são bem diferentes. A sommelier Alexandra Corvo sugere um branco da uva Gewürztraminer para esses pratos: "Penso que o frutado e o frescor de um Gewüztraminer não muito intenso - pode ser brasileiro ou chileno - vai refrescar a gordura da torta ou da quiche e limpar bem o paladar", explica.

    Se as opções da noite foram sanduíches, no entanto, os brancos permanecem em pauta quando a preparação levar queijos ou patês com ricota. Porém, se os frios - como a mortadela, o salame ou mesmo uma copa - forem o recheio principal, vale um tinto leve, como um Bardolino, um rosé bem mais marcante, como um português, e até mesmo aquele bom Lambrusco seco, mais difícil de encontrar, que pode ter sobrado da feijoada do sábado.

    Um vinho e um prato

    A harmonização moderna tende a contrariar a noção que vinhos tintos são para carnes vermelhas e brancos para carnes brancas. Na verdade, nenhum radicalismo é necessário nesse caso, muito pelo contrário, o que funciona sempre não deve ser desprezado. A aventura da harmonização está precisamente na experimentação, nas inúmeras possibilidades.

    Por exemplo, para muitas pessoas, alguns cortes de carne de porco, como o lombo ou a picanha suína, são cortes magros, de "carne branca" e, por isso, podem ser acompanhados de vinhos brancos, como um blend francês fresco, herbáceo ou um Sauvignon Blanc nacional. Por outro lado, esse mesmo porco pode ter um corte completamente diferente utilizado na cozinha, como o pernil ou a costelinha, considerado agora como carne vermelha, mais gordurosa, assim fazendo uma combinação perfeita com um Tempranillo espanhol ou até mesmo um Pinot Noir do Novo Mundo (aqui o tempero vai dar a tônica da combinação, uma vez que a Pinot é uma uva mais delicada). Por isso, generalizações são contrárias à surpreendente experiência da harmonização.

    Veja também:

    + Como fazer uma harmonização perfeita?

    + 12 vinhos que todo mundo deve ter em casa

    + Dicas infáliveis para diferentes tipos de harmonização

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    HarmonizaçãoVinho e comidaharmonização do dia a diaHarmonizar

    Notícias relacionadas

    Trabalhador entre vinhedos ao sol

    Espanha amplia prazo para replantação de vinhedos

    microbioma intestinal

    O impacto do álcool no microbioma

    vinho e vinha

    Muriel Wines compra a histórica Marqués de la Concordia

    Bordeaux

    Vendas de vinhos tintos de Bordeaux caem 19% em valor

    Champagne Borbulhante

    Mercado de Champagne dá sinais de recuperação global

    Vittorio Frescobaldi

    Vittorio Frescobaldi morre aos 97 anos na Itália

    Colheita de uvas no vinhedo

    Catalunha antecipa vindima e já colheu 126,8 milhões de kg

    Philippe Sereys de Rothschild

    Confira entrevista exclusiva com Philippe Sereys de Rothschild

    Ilustração

    Salton exporta 6 milhões de garrafas para mais de 30 países

    Vinhedo Sob a Fumaça do Incêndio

    Incêndio ameaça vinhedo histórico de Aragón, na Espanha

    Os melhores do Guia ADEGA Espanha

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Baga, a rainha da Bairrada
    1

    Baga, a rainha da Bairrada

    Açúcar no vinho? Entenda a polêmica da chaptalização
    2

    Açúcar no vinho? Entenda a polêmica da chaptalização

    Os melhores vinhos chilenos por até R$ 100
    3

    Os melhores vinhos chilenos por até R$ 100

    Os mais caros e desejados vinhos do mundo!
    4

    Os mais caros e desejados vinhos do mundo!

    Qual a temperatura ideal para o vinho?
    5

    Qual a temperatura ideal para o vinho?

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group