Chileno quer produzir vinho em região vulcânica

Vulcão Villarrica, um dos mais ativos do Chile e apelidado de "casa do demônio" pelos mapuches.


A cidade de Pucón é uma das mais visitadas por turistas chilenos e estrangeiros. Além de oferecer diversas atividades ligadas ao ecoturismo, a cidade tem paisagem deslumbrante e é cercada pelo lago e vulcão Villarrica, um dos mais ativos do Chile e apelidado de "casa do demônio" pelos mapuches. O que pouca gente imagina é que, daqui a alguns anos, Pucón também será conhecida pela atividade vitivinícola.

Assim como se desenvolveu a zona argentina de Neuquén, que está numa latitude similar à de Pucón, Eugenio Benavente, dono das Termas de Menetúe, espera levar a cabo um projeto na pré-cordilheira da região de La Araucanía, onde está Pucón. A cerca de 30 km da cidade, Benavente já tem pouco mais de um hectare de vinhas plantadas, sendo as variedades mais adaptáveis a Pinot Noir e Chardonnay.

Nos próximos anos, o vinicultor espera desenvolver um novo conceito em torno do vinho, unindo a forte atividade turística com a produção. "Quero que os turistas participem da vindima e da elaboração e engarrafamento do vinho. Que eles ponham seus nomes numa barrica e depois possam levar para suas casas", conta.

"O ano de 2015 marcará nossa primeira colheita. Queremos dar um valor agregado à visita turística. A ideia é que as pessoas de sintam atraídas a participar da vindima. Se tudo evoluir bem, queremos fazer uma aliança estratégica com alguma viña maior, que consiga vender ao exterior a experiência de vir a essa viña de boutique, que é a primeira da região".

Até agora, na primeira etapa do projeto, Benavente já gastou cerca de 70 milhões de pesos chilenos.

Da redação

Publicado em 11 de Julho de 2013 às 10:02


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