Revista ADEGA

Mundovino - 164

Dominique Demarville pode deixar Veuve Clicquot no fim do ano

O chefe de cave Demarville deve ir para a Laurent-Perrier

Da redação em 14 de Julho de 2019 às 11:00

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Se há um trabalho no mundo do vinho em que costuma haver pouca rotatividade – a maioria dos que trabalham tendem a passar uma vida nele – é o de chef de cave em Champagne. Muito do porquê dessa longevidade deve-se ao fato de esse tradicional espumante francês ser um blend complicado de variedades e safras que resultam no estilo de uma marca. Para adquirir esse feeling, é preciso treino e, para mantê-lo, é preciso persistência. Portanto, mesmo em empresas seculares, há poucas trocas de chef de cave – considerado muitas vezes um emprego para a vida.

No entanto, ao que parece, a Veuve Clicquot, uma das marcas mais conhecidas de Champagne, terá uma nova troca em menos de 15 anos. Segundo relatos, Dominique Demarville está deixando a empresa no final do ano para assumir o mesmo cargo na Laurent-Perrier. Demarville, foi contratado para substituir Jacques Peters, aposentado, em 2006, e agora foi escolhido por Laurent-Perrier pois seu chef de cave, Michel Fauconnet, também está se aposentando. Fauconnet, de 67 anos, trabalha na LaurentPerrier desde 1973 e, como chefe de cave, desde 2004.

“É uma escolha pessoal, tomada em total acordo com a LVMH, a quem agradeço muito por sua confiança. Eu me diverti muito todos esses anos mantendo a qualidade e o estilo de Veuve Clicquot no melhor nível. Agradeço a todos os meus antecessores, especialmente Jacques Peters, que me transmitiu tantas coisas. E agradeço a JeanMarc Gallot, presidente da Veuve Clicquot, e aos outros presidentes antes dele, por seu forte apoio”, afirmou Demarville.

A posição de chef de cave Veuve Clicquot é tradicionalmente um “trabalho para a vida”. Demarville, com 53 anos, é apenas o sexto no cargo desde 1890 e seus cinco predecessores já se aposentaram, três deles passando mais de 40 anos na posição. Antes de entrar na Veuve Clicquot, Demarville trabalhou na G.H. Mumm por cerca de 12 anos. “Só há 50 chefs de cave em Champagne. É o emprego definitivo. É uma comunidade muito pequena”, Demarville chegou a dizer em entrevista para ADEGA no ano passado.

MUDANÇAS BRUSCAS

A transferência de Demarville não é a primeira notícia sobre mudanças repentinas em grandes casas de Champagne nos últimos tempos. Em setembro do ano passado, o recémnomeado chefe de cave da Piper Heidsieck, Séverine Frerson deixou o cargo depois de apenas poucas semanas. Ele foi chamado para substituir Hervé Deschamps, que se aposenta como chef de cave de Perrier-Jouët. Deschamps trabalha na Perrier-Jouët desde 1983, e é enólogo principal desde 1993.


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