Harmonização

Pratos para harmonizar com o Malbec

Separamos carnes que combinam com o vinho argentino


Malbec está diretamente associada ao churrasco, ou à parrillada, como dizem (e fazem tão bem) os argentinos. Aquelas carnes na brasa, especialmente as mais gordas, combinam muito bem com o vinho que se tornou símbolo da vitivinicultura argentina, o Malbec. Então, quando falamos de harmonização com carnes, talvez este seja o varietal que primeiro nos vem à mente. No entanto, assim como outras cepas, a Malbec não possui uma única expressão, mesmo na Argentina. Então, é possível pensar em diversos tipos de harmonizações além de um belo corte de carne vermelha. Para nos ajudar a pensar sobre o assunto, ADEGA convidou o sommelier Manuel Luz, da Sonoma, para dar algumas dicas. Ele começa: “A uva Malbec é absolutamente associada à Argentina, e é claro, à região de Mendoza. O que temos que ter em mente é que Mendoza é uma região vasta, e possui diferentes altitudes e tipos de solo. A uva sofre a influência do clima e do solo, e este é um ponto crucial na hora de levar uma garrafa de Malbec para casa e harmonizar com comida”. Seguem suas sugestões.

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A história da Malbec

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CORDEIRO OU CHOCOLATE?

Os Malbec de Luján de Cuyo costumam ser potentes, escuros, encorpados e muito frutados, geralmente envelhecidos em carvalho. Essas condições juntas geram um vinho de paladar redondo, “gordo”, com bastante aroma e sabor de tosta. Com este tipo de tinto, a harmonização fica mais interessante para a carne na brasa, o que intensifica a tosta. Uma carne mais “doce”, como a de cordeiro, reforça as notas de frutas vermelhas. Um toque de hortelã fresco e tudo fica mais intenso e perfumado. Se você quer experimentar uma harmonização fora da curva, saiba que os grandes Malbecs Gran Reserva de Luján de Cuyo vão muito bem acompanhando chocolate amargo ao fim de uma refeição.

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GALETO OU TAMBAQUI?

Os Malbecs de La Consulta, no Vale de Uco, ficam em altitudes maiores e são mais leves, menos encorpados e robustos. Neste caso, arriscar um galeto seria o ponto exato para contrapor, sem massacrar o vinho. Se o galeto estiver com bastante tomilho, toda a matiz de ervas frescas e floral típica dos vinhos de Tupungato se ampliam. Para ousar, arriscaria sem medo uma costelinha suína ao molho mole mexicano, aquele que tem base de chocolate amargo e pimenta seca. Uma costela de peixe tambaqui com alho assado dá água na boca, embora o vinho seja tinto, há gordura suficiente no peixe para suportar o corpo do vinho.

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Arnaldo Grizzo

Publicado em 21 de Novembro de 2018 às 19:00


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