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  • Champagne em risco

    Phylloxera ameaça vinhedo especial de Champagne Bollinger

    Praga que ataca vinhedos pode fazer desaparecer um dos Champagnes da Bollinger

    Adega centenária da Bollinger em Aÿ, Champagne - Bollinger
    Adega centenária da Bollinger em Aÿ, Champagne - Bollinger

    por Silvia Mascella

    Na segunda metade do século 19 um pequeno inseto mudou para sempre a vitivinicultura mundial, a Phylloxera vastatrix. Enormes extensões de vinhedos desapareceram, vinícolas foram à falência, houve desabastecimento do mercado e, o pior, a praga nunca sumiu completamente.

    A ciência descobriu, depois de décadas de profunda crise, como replantar os vinhedos atacados pela praga (o inseto, que vive no solo, suga a seiva da videira e vai matando a planta aos poucos), através da enxertia das videiras de uvas finas em 'cavalos' de uvas não viníferas, resistentes ao inseto.

    LEIA TAMBÉM: O Champagne de James Bond - Bollinger

    Apenas um país ficou imune à filoxera, o Chile, por conta das barreiras naturais das Cordilheiras e do frio do Oceano Pacífico. Mas no restante do mundo do vinho ela seguiu fazendo estragos em quase todos os lugares, com poucas exceções.

    Uma delas é um pedaço de terra em Aÿ, perto de Épernay, em Champagne. Mais especificamente dois vinhedos, o Les Chaudes Terres e o Clos St Jacques, que constituem terras lendárias que abrigam as Vieilles Vignes Françaises (Velhos Vinhedos Franceses) da Maison Bollinger, jamais atacados pela filoxera.

    LEIA TAMBÉM: Nem tudo o que borbulha é Champagne

    Vieilles Vignes da Bollinger
    Vieilles Vignes da Bollinger em Champagne

    Desses vinhedos de Pinot Noir, que guardam parte da história mais antiga da própria região de Champagne, saem as uvas produzidas com o que a enologia chama de 'pé franco', ou seja, uma planta não atacada pela praga e portanto nascida originalmente no local. 

    Com essas uvas é feito um dos produtos mais especiais da Maison, o Vieilles Vignes Françaises, um Champagne cujo vinho base é amadurecido 100% em barricas de carvalho e que possui apenas 6 gramas de açúcar residual por litro. A safra disponível no mercado é a de 2012, que teve apenas 2193 garrafas.

    No entanto, o tempo foi implacável e a natureza tomou seu curso, mesmo com todo o cuidado que a empresa tem para preservar os vinhedos, a praga se aproximou e já derrubou a produção, que foi de mais de duas mil garrafas em 2012 e neste ano não vai chegar a mil garrafas.

    "Nós nunca entendemos realmente como esses vinhedos sobreviveram tanto tempo à filoxera, que está presente em toda a região de Champagne. Uma das hipóteses é o fato de que os invernos eram muito frios, com temperaturas abaixo de zero, e isso mata a larva do inseto. Mas com a mudança climática e o aquecimento, a planta está sob stress, o que facilita a ocorrência de doenças e a aproximação da filoxera", explicou Charles-Armand de Belenet, da Bollinger em recente entrevista a um site inglês.

    Com a produção desses vinhedos especiais tendo caido já quase 80% segundo a empresa, é provável que esse Champagne tão especial deixe de existir nos próximos anos. Se você puder dispor de aproximadamente 7.500 reais, é o momento de comprar sua garrafa e degustar, antes que acabe. Mas se não puder, a Bollinger segue tendo outras linhas de Champagne que não estão sendo afetados pela praga antiga.

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    palavras chave

    FrançaChampagneEspumanteMaisonFiloxeraBollingerPhylloxera

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