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Vinhos DO Rueda buscam ganhar mercado no exterior

Vinícolas espanholas da D.O. Rueda traçam seus planos para o crescimento também no mercado interno


Carlos Yllera, presidente do Conselho Regulador da Denominação de Origem de Rueda
Carlos Yllera, presidente do Conselho Regulador da Denominação de Origem de Rueda

Eleito no último mês de fevereiro, Carlos Yllera é o novo presidente do Conselho Regulador da Denominação de Origem de Rueda, no noroeste da Espanha. Uma zona famosa por seus vinhos brancos especialmente da uva Verdejo e da Sauvignon Blanc.

 No ano de 2021 a região alcançou seu recorde histórico de vendas, com mais de 100 milhões de garrafas comercializadas, sendo que apenas 15% desse número é de exportação. Esse é um dos objetivos do novo presidente e de todo o Conselho, fazer com que 30% de 100 milhões de garrafas sejam exportadas.

"Estamos até bem presentes na Europa e em alguns outros países, mas sabemos que temos qualidade e preços competitivos para aumentarmos nossa presença no exterior", afirmou Carlo Yllera em uma recente entrevista.

Além dos desafios de vendas, o plano para os próximos cinco anos, segundo Carlos, inclui a conscientização de todas as empresas e viticultores da DO de que trabalhar de modo mais sustentável é um movimento já iniciado e que não terá volta. Mais ainda: que é necessário fazer investimentos importantes seja nos vinhedos ou nos espaços de produção para que isso se torne realidade.

O novo presidente explicou que, felizmente, a uva é um produto bastante sustentável no campo, visto que consome muito menos água do que, por exemplo, o cultivo de cereais ou beterrabas. Segundo ele, nos últimos anos, as empresas têm avançado muito na redução de produtos fitossanitários e isso permitiu que que os produtores trabalhem a favor do meio ambiente e da sustentabilidade. "As vinícolas - muitas delas - estão também trabalhando cada dia mais com energias limpas e renováveis, como por exemplo a fotovoltaica. Mas ainda temos desafios que são particulares das zonas rurais, como por exemplo as telecomunicações. Temos locais onde nem os telefones funcionam, então, são vários tipos de obstáculos a enfrentar", contou Carlos Yllera.

Para a safra 2022, que apenas começou com as brotações das plantas na primavera, o Presidente estima que seja boa na região, com grande volume de produção, apesar de terem que contar com as benesses do clima. Os entraves ficam na parte econômica, com os aumentos de custos de matéria-prima, da energia e dos transportes, sem contar a guerra da Ucrânia. "Temos muito diálogo pela frente, seja com fornecedores, com nossas equipes de vendas e também entre os produtores", finaliza Carlos Yllera.

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Silvia Mascella Rosa
Publicado em 18/04/2022, às 07h00 - Atualizado às 08h00


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