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    Barriga de chope? Aqui não!

    Estudo mostra que consumidores de vinho apresentam índices de massa corporal mais baixos

    por Redação

    Sabe aquela famosa barriguinha de chope? Pois um estudo mostrou que, se você consome vinho, não precisa se preocupar tanto com isso. Uma pesquisa publicada no Jornal Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública investigou a relação entre o consumo de álcool e o índice de massa corporal, bem como os diferentes tipos de álcool afetam as taxas de obesidade. De acordo com os dados, as pessoas que bebem moderadamente têm índices de massa corporal (IMC) mais baixos do que as que evitam o álcool. Além disso, o tipo de álcool consumido desempenhou um papel fundamental. 

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    Pesquisadores da Austrália e do Reino Unido analisaram dados de mais de 280.000 participantes. A faixa etária foi de 40 a 69 anos e eles foram recrutados em todo o Reino Unido.Os participantes tiveram sua altura e peso medidos regularmente e relataram seu consumo de bebida com base em unidades de álcool (uma unidade sendo 10 mililitros de álcool puro, aproximadamente uma taça de vinho). Os pesquisadores classificaram os participantes em cinco níveis de consumo: aqueles que nunca bebem; aqueles que beberam no passado; bebedores “moderados” (menos de 14 doses por semana para mulheres e menos de 21 doses para homens); bebedores “perigosos” (entre 14 a 34 doses por semana para mulheres e 21 a 48 para homens); e “prejudiciais” (mais de 35 bebidas por semana para mulheres e mais de 49 para homens). Eles também monitoraram a atividade física dos participantes, dieta, tabagismo e status socioeconômico.

    O estudo descobriu que os “moderados” e “perigosos” tinham IMC mais baixos do que aqueles que nunca beberam. Mesmo aqueles classificados como “prejudiciais” apresentaram IMC mais baixos do que aqueles que se abstiveram de álcool. Mas, a principal revelação estava por vir.

    Os pesquisadores descobriram que os IMC mais baixos para os “moderados”estavam em um grupo específico: os bebedores de vinho. Estes tinham IMC mais baixos do que os abstêmios e os que consumiam cerveja e destilados. Na verdade, as pessoas que consumiam cerveja e destilados tinham IMC mais alto do que os abstêmios. De todos os grupos, os consumidores de vinho também relataram os níveis mais baixos de obesidade.

    Os pesquisadores têm várias teorias sobre o porquê dessa relação inversa entre o consumo de álcool e o IMC, mas mais estudos são necessários para descobrir comouma taça de vinho no jantar pode não ser a preocupação calórica que tanto imaginamos.

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