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    Champagne: a bebida indispensável do Réveillon!

    Aprenda a desvendar as principais características do espumante para começar bem 2020

    por Redação

    Os espumantes são cada vez mais apreciados, conhecer as características e os principais tipos desse vinho é essencial para aproveitar o que as borbulhas têm de melhor

    Métodos de elaboração

    Os métodos mais comuns para elaboração de espumantes partem de duas fermentações. A segunda fermentação é a que propicia a produção das borbulhas e o diferencia dos demais vinhos. Ela pode ocorrer de duas maneiras: pelo método tradicional (ou Champenoise) ou pelo método Charmat.

    No método Champenoise, a segunda fermentação ocorre na garrafa, ou seja, o gás carbônico é produzido e retido dentro da própria garrafa que chegará ao mercado. O trabalho é minucioso, já que os açúcares e leveduras responsáveis por essa segunda fermentação depositam-se nos gargalos das garrafas, que são colocadas gradualmente de cabeça para baixo e giradas regularmente (remuage). Ao final da maturação, o gargalo é congelado para retirada do depósito de borra, que acaba expulsa pelo gás sob pressão formado e a garrafa é arrolhada definitivamente.

    Leia mais:

    + Os melhores vinhos de 2019

    + Qual a maneira correta de abrir espumantes?

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    No método Charmat, a segunda fermentação é feita em grandes tanques de aço inoxidável, chamados de autoclaves. O CO2 produzido nesses tanques é retido e o líquido é engarrafado sob pressão. Nesse método, é mais fácil extrair os resíduos das leveduras.

    Classificação quanto à quantidade de açúcar 

    [Colocar Alt]
    No método Champenoise, segunda fermentação ocorre dentro das garrafas, que ficam inclinadas para que a borra das leveduras mortas escorra para o gargalo

    O espumante é, em geral, seco, pois o açúcar existente na uva foi totalmente consumido pelas leveduras. Para ajustar o produto às diferentes preferências em relação ao teor de açúcar, usa-se o "licor de expedição" - basicamente uma mistura de vinho, açúcar e agente clarificante - que é adicionado antes do engarrafamento (método Charmat) ou no momento da retirada dos resíduos das leveduras (método champenoise).

    Espumantes ao redor do mundo

    Alguns dos espumantes mais conhecidos são produzidos de acordo com determinadas especificações, tanto em relação à região onde são elaborados, quanto aos tipos de uvas utilizadas, recebendo denominações particulares. 

    Champagne

    É o mais famoso dos espumantes. Frequentemente, o nome Champagne é utilizado de forma equivocada para se referir a qualquer tipo de espumante. Na verdade, Champagne é só o espumante produzido na França, na região demarcada que leva o mesmo nome. Além disso, Champagne somente pode ser produzido pelo método Champenoise e a partir das uvas tintas Pinot Noir, Pinot Meunier e da branca Chardonnay.

    Crémant

    Espumantes produzidos na França, em regiões como Borgonha, Limoux e Loire, entre outras, respeitando as especificações de cada uma das AOCs (Appellation d''Origine Contrôlée). É feito pelo método tradicional.

    Prosecco

    Só recebem esse nome os espumantes produzidos nas cidades de Connegliano ou Valdobbiadene (no Vêneto, Itália), elaborados no método Charmat e com as uvas da casta Prosecco.

    Asti

    Espumante meio-doce e com baixa graduação alcoólica (6 a 7%) elaborado com uvas Moscato na cidade de Asti, na Itália. É produzido através de uma variação do método Charmat, na qual a base é um mosto - e não um vinho -, que passa por primeira e única fermentação em grandes tanques.

    Franciacorta

    Produzido pelo método tradicional a partir de uvas cultivadas dentro nas colinas de Brescia, na Lombardia, a partir das uvas Chardonnay e Pinot Blanc, com 15% de Pinot Noir. O rosé deve possuir mais de 15% de Pinot Noir.

    Cava

    Nome dado aos espumantes espanhóis, em sua maioria produzidos pelo método Champenoise na região da Catalunha a partir das uvas Macabeo, Xarel-lo, Parellada e Chardonnay.

    Sekt

    Nome dado aos espumantes alemães majoritariamente feitos pelo método Charmat. Podem ser produzidos a partir de uma variedade de uvas e até mesmo utilizando-se vinhos base vindos de fora da Alemanha, desde que o processo de segunda fermentação ocorra em território alemão. Curiosidade: a Alemanha tem o maior consumo de espumante per capita do mundo.

    De verdade ou de mentira

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    Vinhos frisantes não são considerados espumantes, mesmo que o gás seja obtido através de fermentação natural ou injetado

    É preciso deixar claro que nem tudo que borbulha é espumante. Nas bebidas verdadeiras, o gás carbônico deve provir de fermentação natural. Portanto, vinhos gaseificados - cujo CO2 é adicionado ou injetado - não são espumantes.

    O nível de CO2 presente no espumante é significativo (4 ou 5 atmosferas a 20°C). Assim, vinhos frisantes - pouco gaseificados, com no máximo 2 atmosferas a 20°C - não são espumantes, ainda que seu CO2 venha de fermentação natural. Exemplo de frisante é o Lambrusco, produzido na região da Emilia Romagna, Itália.

    Espumantes são feitos de uva. As populares sidras, feitas com maçãs, não são espumantes. O mesmo se aplica a fermentados de quaisquer outras frutas, como jabuticaba ou pequi.

    Bebida para toda hora

    As borbulhas estão em alta. Pesquisas mostram que o consumo de espumantes no Brasil tem crescido em volume e, além disso, esse consumo tem se distribuído durante o ano. De fato, espumante combina com praticamente tudo, inclusive com o clima do nosso país. É refrescante - a temperatura ideal para consumi-lo é entre 6° e 8°C - e versátil, harmonizando com a maioria das culinárias e pode ser servido como aperitivo, acompanhando refeições e, obviamente, para celebrar ocasiões especiais.

    Veja também:

    + Rosé: o vinho típico do verão

    + Espumantes avaliados pela ADEGA

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    ChampagneEspumanteRéveillonano novo

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