• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Curiosidades

    Como o Languedoc revolucionou a produção de vinhos tintos

    Languedoc é uma das grandes regiões francesas produtoras de vinho

    por Euclides Penedo Borges

    languedoc
    A evolução dos vinhos do Languedoc: Da produção em massa à excelência

    Na Idade Média, os povos que ocupavam o território da França atual tinham duas maneiras de dizer "sim": os do norte diziam "oïl" e os do sul diziam "oc". Dessa forma, o norte era conhecido como a terra da Língua do Oïl e, o sul, a terra da Língua do Oc ("Langue d'Oc"). Esse segundo nome persistiu e o território mediterrâneo entre Perpignan e Montpellier, no sul da França, incluindo Narbonne e Carcassonne, é até hoje denominado Languedoc.

    Vinhos populares

    mapa languedoc

    Durante séculos, essa região ensolarada, voltada em forma de anfiteatro para o Mar Mediterrâneo, dedicou-se à produção de volumes enormes de vinhos de mesa populares e baratos, os quais eram servidos em copos, nos bares, ou em jarras de vidro ("pichés"), nos restaurantes franceses, a preço de banana.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    Mesmo que nos reportemos, mais recentemente, aos anos 70 e início dos 80, o Languedoc ainda produzia, na maior parte, vinhos algo insípidos destinados ao consumo em massa. Do ponto de vista vitivinícola, isso era impulsionado pela facilidade de cultivo e amadurecimento da uva Carignan, que não está entre as melhores, nas planícies quentes do anfiteatro mediterrâneo. Ela ocupava grande área de cultivo e sua utilização não conhecia limites.

    Novos tempos

    No entanto, passados trinta anos, poucas regiões vinícolas do mundo são tão excitantes para vinhos tintos robustos e frutados a preços convidativos como o Languedoc.

    Nesse período, vinicultores pioneiros ajudaram a elevar a qualidade para novos níveis. As uvas Syrah, Grenache e Mourvèdre ocuparam o lugar da Carignan e a procura pela qualidade reduziu a primazia dos vinhos populares.

    LEIA TAMBÉM: O Sul da França, curioso e peculiar

    No período de 1982 a 1993, sub-regiões como Faugères, Minervois e Limoux passaram a integrar a Denominação de Origem Controlada. Corbières, o vinhedo mais amplo da França Meridional, corre atrás com tintos apimentados da Grenache.

    A virada

    Como a quantidade – mais que a qualidade – era a premissa para a maioria dos produtores, isso se constituiu em uma virada no mundo dos vinhos franceses. A melhoria começa timidamente com a vinícola Fortant de France, fundada pelo empreendedor Robert Skalli. Ele se desvia da tradição local, voltando-se para varietais de Cabernet Sauvignon, Viognier e Chardonnay, mas limita-se a enquadrar seus produtos sob a denominação Vin de Pays d'Oc (vinho regional).

    Para encontrar os melhores tintos, temos que nos voltar para os terrenos mais elevados. Isso significa, principalmente, os Côteaux du Languedoc, que contam, por sua vez, com diversas sub-regiões na zona de colinas entre a planície costeira e o Maciço Central.

    LEIA TAMBÉM: Dicas de enoturismo na França

    Descobertas

    Os melhores tintos do Côteaux são cortes com base na Syrah e na Mourvèdre. Propriedades emergentes, como os Châteaux la Roque, de Flaugergues e Puydeval, despontam internacionalmente e são recomendadas nos EUA, em 2003, pela Wine Spectator.

    Outras, com nomes pouco divulgados até então, como, por exemplo, os Domaines d'Aupilhac, Magellan e St. Martin de la Garrigue, recebem tratamento semelhante. Os vinhos de Gérard Bertrand recebem da revista americana pontuações acima de noventa na sua escala de zero a cem.

    O reconhecimento do Languedoc na Califórnia chega ao ponto de Robert Mondavi tentar instalar-se com uma vinícola na cidade de Aniane. A prefeitura local socialista, entretanto, rechaça essa possibilidade e não autoriza o empreendimento. No local, instala-se a Maison Nicolas. O seu vinho Consensus Syrah/Grenache 2000 recebe 91 pontos da WS e comprova que Mondavi havia escolhido um terroir promissor.

    LEIA TAMBÉM: Igreja abre bar católico na França

    Futuras gerações

    De modo geral, pode-se confiar que os tintos contemporâneos do Languedoc – Corbières, Côteaux du Languedoc, Fitou... – são vinhos equilibrados, potentes e cujo frutado não se deixa suplantar por aromas amadeirados. Tendo rompido com o passado, a possibilidade do Languedoc de elaborar vinhos de qualidade ainda mais elevada, reconhecidos internacionalmente, dependerá da dedicação da nova geração de vinhateiros ao se expandir pela diversidade de terroirs da região.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    ViticulturaSyrahGrenacheTerroirLanguedocMourvèdreAOCvinhos francesesvinhos tintosvinhos do sul da França

    Notícias relacionadas

    Bogdan Hoyaux/EU

    UE aprova acordo com o Mercosul e abre novo horizonte para o mercado de vinhos

    The Royal Family

    Magnum de Dom Pérignon do casamento de Charles e Diana não consegue interessados em leilão

    Walt Disney Studios

    Taylor Swift impulsiona vendas de vinho com aparição discreta em documentário

    Imagem Sanções impulsionam produção de vinhos russos

    Sanções impulsionam produção de vinhos russos

    Autoridades europeias veem na possível adesão da Itália ao acordo UE–Mercosul um passo decisivo para destravar o tratado comercial, que pode ampliar mercados para o vinho europeu e gerar tensões no setor agrícola - UE

    Itália sinaliza apoio ao acordo UE–Mercosul

    Como escolher vinhos e coquetéis para dias quentes

    Três drinques à base de vinho para você se refrescar no verão

    Imagem Vinícola Aurora e Azul firam parceria para o Réveillon

    Vinícola Aurora e Azul firam parceria para o Réveillon

    Juan Manuel Roman

    Vinho mais antigo do mundo é descoberto na Espanha

    Imagem Ste. Michelle inicia nova era sob controle familiar no estado de Washington

    Ste. Michelle inicia nova era sob controle familiar no estado de Washington

    Para enófilos e sommeliers, o preço cobrado pelos restaurantes para degustar sua própria garrafa é tema delicado - Divulgação

    Por que a taxa de rolha é cobrada nos restaurantes?

    Top 100 Os Melhores Vinhos do Ano

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    A embalagem mais leve ajuda a preservar o meio\u002Dambiente
    1

    A embalagem mais leve ajuda a preservar o meio-ambiente

    A briga entre o vinho roxo e o legado de Prince
    2

    A briga entre o vinho roxo e o legado de Prince

    Na véspera da colheita, tempestade de granizo atinge vinhedos na Espanha
    3

    Na véspera da colheita, tempestade de granizo atinge vinhedos na Espanha

    Daniel Salvador é o novo presidente da Associação Brasileira de Enologia
    4

    Daniel Salvador é o novo presidente da Associação Brasileira de Enologia

    UE aprova acordo com o Mercosul e abre novo horizonte para o mercado de vinhos
    5

    UE aprova acordo com o Mercosul e abre novo horizonte para o mercado de vinhos

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group