Seguindo as normas da DOCa, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 foram coletadas amostras que passaram por testes e degustações para qualificar a safra

por Silvia Mascella Rosa
Quanto mais valioso o terroir e seu frutos (seja a uva ou o vinho) mais rigorosas as regras que as denominações de origem precisam seguir. Em uma reunião realizada na segunda-feira, 25 de abril, o Conselho Regulador da DOCa Rioja classificou a safra 2021 como "muito boa" na sessão plenária oficial. As classificações são: média, normal, boa, muito boa e excelente.
Primeira DOCa da Espanha (instituída em 1991 após a DO de 1926), ela tem três diferentes zonas de produção: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Oriental (que foi chamada de Rioja Baixa até 2018). São mais de 65 mil hectares de vinhedos protegidos no centro-norte da Espanha, nas duas margens do Rio Ebro.
As especificações da DOCa abrangem os limites geográficos das zonas de produção, as variedades de uvas permitidas, a produção máxima por hectare, as técnicas de vinificação, maturação e envelhecimento autorizadas, entre outros ditames legais.
Seguindo as normas da DOCa, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 foram coletadas mais de cinco mil amostras das vinícolas participantes e esses vinhos foram submetidos às análises físico-químicas pertinentes e depois foram para a degustação às cegas com 120 profissionais. O rigor e alto nível de exigência dessa DOCa faz com que o processo de certificação das safras emita parâmetros analíticos que chegam a 25 mil impressões sensoriais dos vinhos degustados.

O sistema vem sendo aplicado historicamente de forma homogênea, garantindo não apenas uma imensa base de dados para produtores, como uma segurança de qualidade para o consumidor.
As principais uvas autorizadas em Rioja são a Viura entre as brancas (mais de 68% do território) e a, Tempranillo (mais de 87% do território). Segundo as informações do relatório do Conselho Regulador, os brancos da safra 2021 estão marcados pela excelente definição aromática, bom frescor e acidez e potencial de evolução. Já os tintos se destacam desde a intensidade da cor, a complexidade dos aromas e a carga polifenóica que dá tipologia a vinhos de grande equilíbrio e estrutura com taninos que apontam bom potencial de envelhecimento.
Pablo Franco, diretor do órgão de controle do conselho da DOCa disse: "As condições climáticas nos favoreceram e forma condicionantes para o correto amadurecimento das uvas, gerando um final de ciclo que podemos classificar como 'brilhante'. A estrutura, a cor e a complexidade que caracterizam os vinhos da Rioja estarão presentes nas garrafas de cada zona da DOCa". Agora é aguardar mais alguns meses (ou anos, no caso dos Gran Reserva) para saborear os frutos engarrafados da DOCa Rioja 2021.
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