• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • ProWine 2024

    Enoturismo e vinhos de inverno ajudam a fortalecer setor em SP

    Reestruturação da vitivinicultura paulista é puxada por novos produtores que apostam em uvas finas e a associação a experiências

    Imagem Enoturismo e vinhos de inverno ajudam a fortalecer setor em SP

    por Larissa Avilez

    Os vinhos de inverno, por meio da dupla poda, e o enoturismo são duas das apostas para reestruturar o setor vitivinícola de São Paulo, cujo rendimento médio da produção de uva (18.901 kg/ha) fica em quarto lugar entre os estados brasileiros – atrás de Pernambuco (48.081), Bahia (28.209) e Rio Grande do Sul (19.247).

    Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2023, e foram usados em um fórum sobre o tema, realizado na ProWine, com a presença de Adriana Verdi, assessora do gabinete da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

    Clique aqui e assista aos vídeos da Revista ADEGA no YouTube

    Na apresentação, ela falou sobre a “mudança de paradigma” feita por novos empreendedores da Serra da Mantiqueira, com o uso da técnica da dupla poda, a partir de 2010. A região tem se diferenciado por não produzir vinhos de mesa e se dedicar exclusivamente às uvas finas, como Chardonnay e Syrah.

    Em relação ao enoturismo, a assessora destacou o projeto “Rotas do Vinho de São Paulo”, lançado em agosto deste ano. São 66 vinícolas selecionadas – 55 divididas em cinco rotas e outras 11 espalhadas pelo estado. Todas atendem a dois critérios: estar formalizadas e ter, pelo menos, uma atividade bem estruturada para os turistas.

    LEIA TAMBÉM: Maior evento do mundo do vinho começou em São Paulo

    Depois da palestra, na quinta-feira (3), Adriana Verdi concedeu uma entrevista exclusiva para o site da Revista ADEGA, na qual resumiu o atual cenário da indústria do vinho no estado de São Paulo e citou as iniciativas do governo estadual para suplantar alguns dos principais desafios da vitivinicultura paulista. Confira:

    • ADEGA - Quais dos dados apresentados a senhora destacaria, sob o recorte da produção de uva destinada ao processamento e à elaboração de vinho?
      Adriana Verdi - A gente tem observado que as regiões tradicionais ainda têm focado em algumas variedades de vinho de mesa, principalmente com a Niágara, que é uma uva para consumir in natura, mas que, tradicionalmente, sempre foi utilizada também no processamento de suco e vinhos. Além da Isabel e da Bordô, cuja presença é significativa na região de Jundiaí e de São Roque.
      Já as regiões mais novas, principalmente a de Pinhal, de Campos do Jordão, de São Bento do Sapucaí e da Alta Mogiana, estão focando nas variedades finas, tendo a Syrah como carro-chefe. É um novo perfil de produtor, que não tem muita tradição, que não é do segmento, mas que tem capital e conhecimento para a produção de vinho fino.

    • Quais regiões ou cidades paulistas têm ganhado destaque nesse setor nos últimos anos?
      O destaque é a região de Espírito Santo do Pinhal e as redondezas: São João da Boa Vista, Santo Antônio do Jardim e Itobi. É uma região cafeeira, com uma certa altitude.

    • Durante o fórum, a senhora citou que praticamente todas as vinícolas do estado desenvolvem o enoturismo. Qual a importância dessa atividade?
      Seja uma vinícola tradicional ou uma mais moderna, com esse novo perfil de produtor, todas já nascem com esse foco no turismo, com essa associação. A gente observa que o enoturismo é uma fonte importante de recursos. Não é só a venda do produto, mas tudo o que envolve a paisagem, a gastronomia e a oferta de experiências. É um conjunto que vem com o vinho. Tudo isso também é importante para o segmento de serviços, porque não basta ter um bom produto, o vinho tem de ser bem servido, requer um requinte.

    • Como foi o desenvolvimento das Rotas do Vinho de São Paulo? Quantas vinícolas já foram integradas ao projeto desde o lançamento?
      Trata-se de um trabalho realizado por quatro secretarias: da Agricultura e Abastecimento, do Turismo, do Desenvolvimento Econômico e da Cultura. Elas que propuseram esse trabalho, mediante uma demanda que chegou ao governo do estado. Foram selecionadas 66 vinícolas e estabelecidas seis concentrações: a do Circuito das Frutas, de Jundiaí; a Serra dos Encontros, que é a região de Pinhal; a Alta Mogiana, que é a região de Franca e Ribeirão Preto; a dos Bandeirantes, que é a de São Roque; a Alta Mantiqueira, de Campos do Jordão; e a dos Destinos, que agrega produtores espalhados por São Paulo.
      As rotas foram organizadas, em um primeiro momento, com base em dois critérios. Para se inscrever, o produtor tem que ser formal e seguir as normas, principalmente do Ministério da Agricultura. Além disso, ofertar – de forma adequada e estruturada – no mínimo, uma atividade ligada ao enoturismo.

    • Na apresentação, a senhora listou os seis principais desafios enfrentados pela vitivinicultura em São Paulo: escassez de matéria-prima, disponibilidade de mão de obra qualificada, tributação, ausência de informações, informalização e falta de identidade do vinho paulista. O que o estado tem feito, em parceria com os produtores, para que essas dificuldades sejam suplantadas?
      A mão de obra é um desafio, não só do segmento vinho, mas também das demais culturas e agroindústrias no estado de São Paulo. Nesse sentido, nós estamos ofertando um curso voltado à formação de mão de obra em parceria com a Escola Paula Souza e com o Instituto Federal, em São Roque. Então, de certa forma, essa dor está sendo atacada, mas ainda requer um estudo bastante aprofundado para ofertar cursos de qualificação para o pessoal que vai trabalhar com o vinho nas vinícolas, na gastronomia. Ou seja, é um trabalho que ainda merece certa atenção do estado.
      Outra questão que já foi mais importante é a produção de mudas. Hoje, a Secretaria Estadual da Agricultura, por meio da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), está proporcionando as principais variedades para o segmento.
      Sobre as demais dores que foram colocadas, nós estamos tratando algumas, enquanto outras estão à espera de um planejamento para podermos trabalhar.

    • Para finalizar: o vinho de inverno, com o uso da técnica da dupla poda, é a principal tendência para fortalecer a produção de vinho no estado de São Paulo?
      Com certeza. A dupla poda veio para ficar. Essas regiões não tradicionais que estão emergindo e se destacando podem explorar a maior amplitude térmica e isso é um diferencial importante, é um recurso para a melhoria da qualidade da produção de uva e, consequentemente, do vinho. Além de tirar a colheita de uma fase mais úmida do ano, o que também é um ganho importante para a qualidade.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    EnoturismoSão PauloRio Grande do SulIBGEAdriana Verdi

    Notícias relacionadas

    Colheita de uvas na vinícola

    Rioja encerra vindima histórica com 333 milhões de quilos de uvas

    Os segredos da clarificação do vinho explicados

    Vegetarianos devem evitar certos vinhos? Descubra por quê

    Brinde de Champagne e Bordeaux

    Champagne avança enquanto Bordeaux perde € 122 milhões no exterior

    Degustação em Adega Rústica de Vinhos

    Itália reforça aposta no enoturismo para valorizar seus vinhos

    Colheita Dourada entre Vinhedos e Aldeia

    Borgonha perde 30% da safra, mas tenta segurar os preços

    Adega Rústica com Taça de Vinho Tinto

    Vinícola mais antiga da Califórnia pede proteção contra falência

    Colheita Dourada no Vinhedo Francês

    Bordeaux colhe mais vinho em 2026 mesmo com menos vinhedos

    Negócios e Vinhos na Vinícola Moderna

    Boisset compra vinícola histórica de Napa e avança na Califórnia

    Banho romano virou fábrica de vinho e azeite na Turquia

    Banho romano virou fábrica de vinho e azeite na Turquia

    vinhos da alemanha

    Alemanha vira a pirâmide do vinho e coloca a origem no topo

    11 imperiais de Bordeaux

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    Rioja encerra vindima histórica com 333 milhões de quilos de uvas
    1

    Rioja encerra vindima histórica com 333 milhões de quilos de uvas

    Champagne radioativo
    2

    Champagne radioativo

    Dez coisas que todo amante de vinhos deve fazer
    3

    Dez coisas que todo amante de vinhos deve fazer

    Quem disse
    4

    Quem disse

    Vertical de Herdade do Esporão
    5

    Vertical de Herdade do Esporão

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group