Viticultores enfrentam desafios climáticos na remoção de vinhedos em Bordeaux

por Redação
O esquema de remoção de vinhedos em Bordeaux foi prejudicado pelo mau tempo, dificultando os esforços dos viticultores. Segundo o escritório de vinhos de Bordeaux (CIVB), até o dia 10 de julho, mais de 3.000 hectares de vinhedos foram arrancados como parte de um plano sanitário cofinanciado pelo Ministério da Agricultura da França, abaixo do máximo permitido de 9.500 hectares.
Todavia, chuvas intensas tornaram o trabalho tecnicamente impossível, mas autoridades esperam que o clima mais seco do verão ajude a recuperar o tempo perdido. Os viticultores têm até 31 de julho para concluir e declarar o arranque, com números finais sendo revisados em setembro.
LEIA TAMBÉM: Além do Champagne: explore as riquezas dos espumantes franceses
A medida visa tornar a produção de vinho mais sustentável, em meio a um declínio no consumo de vinho na França e desafios nos mercados de exportação.
Assim, houve uma demanda para remover as vinhas francesas e que vieram das apelações regionais de Bordeaux e Bordeaux Supérieur, bem como Médoc, Côtes de Bordeaux e Côtes de Bourg.
LEIA TAMBÉM: Magnata da indústria do vinho foi considerado como substituto de Joe Biden
O processo de arranque permitirá um maior equilíbrio na oferta e demanda, assim como deve apresentar uma melhoras nas finanças locais. Segundo dados oficiais, um terço dos produtores de Bordeaux estavam enfrentando dificuldades econômicas. No ano passado, os vinhedos de Bordeaux AOP, com variedades de uvas tintas tiveram, um preço médio de €9.000 por ha, reduçao de 14% em relação a 2022.
+lidas

A trajetória de Ed Motta até a preferência pelos vinhos da Borgonha

Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo

Geada histórica ameaça safra de vinhos na Hungria

Moscato: a uva por trás dos vinhos mais aromáticos

Vinho argentino acelera plano global de expansão