Refeições leves e aromáticas que combinam com o frescor do Vinho Verde no verão
por Arnaldo Grizzo
Refrescantes, vibrantes e cheios de acidez, os Vinhos Verdes são a cara do verão. Originários do norte de Portugal, esses rótulos se destacam pela leveza, frescor e perfil aromático, características que vão muito além do consumo descompromissado e fazem do Vinho Verde um excelente parceiro à mesa, especialmente em dias mais quentes.
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Embora muitas vezes associados apenas a momentos informais, os Vinhos Verdes possuem acidez marcante e baixo teor alcoólico, combinação perfeita para limpar o paladar e equilibrar pratos com gordura, cremosidade ou intensidade aromática. Essa versatilidade amplia as possibilidades de harmonização com receitas da cozinha italiana, mediterrânea e frutos do mar.
Para uma salada caprese mais elaborada, com burrata cremosa e tomate confitado, a dica é apostar em um Vinho Verde de corte tradicional, com uvas como Loureiro, Trajadura e Arinto. O frescor do vinho equilibra a untuosidade do prato e valoriza seus aromas herbais e lácteos.
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Massas mais intensas também funcionam bem. Um ravioli de brie com trufas pede um Vinho Verde aromático, como um blend de Alvarinho e Trajadura, capaz de acompanhar o queijo, o mel e as notas terrosas do prato.

Já o clássico espaguete à carbonara harmoniza melhor com um Alvarinho mais seco e mineral, cuja acidez ajuda a limpar o paladar da gema e do guanciale.
Entre os pratos principais, um risoto de funghi encontra bom par em um Vinho Verde da uva Avesso, mais estruturado e intenso.
Para quem prefere frutos do mar, polvo grelhado ou carpaccio de camarão pedem vinhos frescos e elegantes: blends mais encorpados no primeiro caso e um Loureiro delicado e aromático no segundo. Assim, o Vinho Verde prova que é muito mais do que um vinho de verão, é um curinga gastronômico.