Mundovino

Pesquisadores querem retirar defeitos do vinho usando nanotecnologia

Procedimento pode ajudar a combater bouchonné e aromas de fumaça na bebida


Cientistas da Australia desenvolveram estudo que usa nanotecnologia para retirar defeitos do vinho

Segundo pesquisadores australianos, o uso de minúsculas nanopartículas magnéticas pode ser a chave para a remoção fácil e segura de defeitos, como aromas de fumaça e bouchonné, do vinho. De acordo com a Wine Australia, cientistas disseram que a nanotecnologia poderia ter um impacto substancial no setor vitivinícola e ser usada para resolver uma série de problemas “no nível molecular”.

Leia mais:

Como escolher um bom vinho?

Quais são os defeitos raros que um vinho pode ter?

6 sinais que indicam se um vinho está com defeito

Uma equipe da Universidade de Adelaide usou com sucesso a nanotecnologia para desenvolver um polímero que pudesse remover metoxipirazina, o composto conhecido por produzir o aroma “herbáceo” de um vinho Cabernet Sauvignon. A equipe anexou nanopartículas magnéticas aos polímeros que foram então extraídos usando ímãs.

A pesquisa baseou-se no trabalho realizado por uma equipe do Australian Wine Research Institute (AWRI) que, no ano passado, desenvolveu com sucesso um método de separação magnética que separa as proteínas do vinho rápida e eficientemente, ligando-as a um polímero de plasma de ácido revestido com nanopartículas magnéticas, sem afetar os compostos fenólicos.

“Estou convencida de que a nanotecnologia terá um impacto substancial no setor vitivinícola no futuro, em áreas como ajustar as propriedades sensoriais do vinho para obter melhor sabor ou textura, ou modificar o valor nutricional, oferecendo benefícios para o setor e para o consumidor”, disse Agnieszka MierczynskaVasilev da AWRI.

Veja também:

Principais defeitos do vinho

Como identificar um vinho estragado?

ASSINE JÁ A REVISTA ADEGA. DESCONTOS DE ATÉ 76% 

Da redação

Publicado em 24 de Outubro de 2019 às 19:00


Notícias Wine Australia defeitos do vinho nanotecnologia

Artigo publicado nesta revista

Degustação Histórica

Revista ADEGA 167 · Setembro/2019 · Degustação Histórica

Os ícones de Bordeaux 1982