O açúcar tem papel de destaque no vinho da região de Alsácia
por Redação

Décadas atrás, era possível prever como seria um vinho alsaciano, especialmente em se tratando de Riesling. Atualmente, essa conclusão não é automática. Embora os vinhos sejam fermentados secos e supostamente apenas os Vendange Tardive e os Sélection de Grains Nobles seriam doces, o fato é que geralmente os enólogos deixam seus vinhos com residual de açúcar na faixa de 3 a 4 g/l – em muitos casos, até mais que isso.
E essa informação normalmente não consta dos rótulos para guiar o consumidor. Assim, somente pelo rótulo é difícil saber como será exatamente o vinho. Por isso, é importante conhecer um pouco sobre os produtores locais e sobre os Grand Crus. Como exemplo, os vinhedos de Altenberg de Bergheim Grand Cru AC normalmente são atacados por Botrytis; assim, é complicado produzir vinhos sem razoável percentual de açúcar. Já Schlossberg Grand Cru AC tende a fazer vinhos completamente secos.
Produtores como Trimbach conduzem seu processo de vinificação de modo a garantir que seus produtos sejam secos. Outros, como ZindHumbrecht, Deiss e Muré preferem deixar a natureza ditar como será o vinho obtido a cada safra.
Veja também:
+lidas

Blaufränkisch: a variedade tinta que é um espelho da vitivinicultura da Europa Central

Guia para decifrar os nomes e siglas em uma garrafa de Champagne

10 pratos e vinhos que harmonizam com frio

Tabela de safras: veja quais anos se destacaram nas principais regiões vitivinícolas do mundo

Laguiole: a história do abridor de vinhos preferido pelos sommeliers