Revista ADEGA

Mundovino

Tanoaria chilena usa cães para detectar bouchonné

O Projeto Natinga foi inspirado em serviços de segurança de aeroportos

Da redação em 22 de Abril de 2019 às 16:00

Talvez devido à forma que se convencionou chamar de bouchonné, ou “defeito da rolha”, sempre que pensamos na contaminação de vinho pelo famoso TCA, o tricloroanisol, pensamos na rolha de cortiça. No entanto, esse composto que dá ao vinho um aroma desagradável pode “vir” de outras fontes, como a barrica de madeira onde a bebida estagiou, por exemplo.

Enquanto os produtores de rolha estão desenvolvendo métodos de combater o problema, com sensores mecânicos, as tanoarias também. No entanto, uma delas, no Chile, a TN Coopers, decidiu usar uma maneira curiosas de detecção do TCA: cães farejadores.

Apelidado de “Projeto Natinga”, o programa foi inspirado em unidades de segurança caninas de aeroportos. “O princípio é que os cães têm um limiar de olfato muito mais amplo do que os humanos e, portanto, podem detectar concentrações muito pequenas de compostos específicos”, disse Gufilermo Calderón, gerente de marketing da tanoaria.

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Os cães então foram treinados para procurar compostos que criassem os inconfundíveis aromas de papelão molhado e mofo que comprometem o vinho. As tanoarias têm tecnologia para detectar a presença de substâncias químicas no ar, mas não é tão fácil encontrar a fonte delas. É aí que os cães entram. “Natinga” significa “busca de origem” na língua zulu. São cinco labradores especializados em detectar TCA: Ambrosia, Odysé, Moro, Mamba e Zamba. Os cães também prestam serviços para vinícolas. “Depois de uma manhã checando cada canto, um dos cães encontrou a fonte e apontou uma mangueira velha, que foi contaminada. A vinícola removeu e substituiu por uma limpa, e pensamos que o problema havia sido resolvido. Mas não muito tempo depois, a vinícola ligou novamente. Ainda havia TCA. Trouxemos os cães novamente, e novamente o cão identificou exatamente o mesmo ponto. Foi então que percebemos que o cão não estava apontando apenas para a mangueira, mas para um pequeno anel de borracha localizado onde a mangueira estava conectada. Depois que a peça foi removida e limpa, o TCA desapareceu. “O interessante é que os cães não estavam errados; foi um erro humano interpretar o que o cão estava tentando dizer”, disse Calderón. “Estamos treinando uma nova geração de filhotes que será capaz de continuar com esta iniciativa por muitos anos”, completou.


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