• APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
Assine
Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA
  • APRENDER
  • CURIOSIDADES
  • PERFIL
  • SABOR
  • MERCADO
  • REVISTA
  • CLUBE
  • Harmonização

    Cinco harmonizações surpreendentes!

    Harmonizações pouco convencionais, mas que casam superbem

    por Por Carlos Cordeiro

    Na complexidade do mundo do vinho, buscamos regras para nos confortar. Nem sempre, porém, as convenções levam a grandes experiências. Nesta matéria ousamos fugir das regras e, sim, descobrimos coisas maravilhosas...

    Nessa aventura por territórios desconhecidos, percebemos que, na busca por boas equações, nem sempre nos deparamos com obviedades. Em alguns casos, vivemos situações que nos levam a repensar premissas ao darmos de cara com algo improvável, que teoricamente não combinaria, mas que, na prática, revela-se uma verdadeira e inesquecível surpresa.

    Em geral, as harmonizações malsucedidas são aquelas em que o potencial de uma das partes é mascarado ou diminuído, deixando de revelar todo o prazer que poderia dar, mas isso não chega a ser desagradável, apenas um desperdício.

    E a beleza disso é que podemos dar asas à imaginação e experimentar livremente as mais diversas opções. Mas, para a liberdade não virar caos, não podemos esquecer de algumas regras fundamentais.

    A primeira diz respeito ao corpo tanto do vinho quanto do prato. Mesmo nos mais tresloucados devaneios enogastronômicos, não pode haver diferença de corpo entre o prato e o vinho. Isso comprometeria o equilíbrio do conjunto e uma das partes se sobreporia à outra.

    A segunda regra à qual devemos estar atentos é que nem sempre o ingrediente principal deve ditar a harmonização. Um bom exemplo disso é o frango. Um frango recheado com miúdos, bacon e farofa, por exemplo, aproxima-se mais dos tintos, enquanto o mesmo frango, sem recheio, apenas assado com manteiga de sálvia, por outro lado, aproxima-se dos brancos, como um Chardonnay. O ingrediente principal é o mesmo, o frango, mas a predominância do sabor não vem dele.

    Finalmente, devemos nos lembrar de que a ideia de harmonização está no equilíbrio e não em uma disputa por poder. Assim, o seu melhor vinho não precisa necessariamente ser harmonizado com o melhor e mais caro prato; e nem um prato mais modesto deve ser necessariamente harmonizado com um rótulo inferior. Procure sempre o equilíbrio. Dito isso, compartilhamos algumas das harmonizações malucas, por assim dizer, que tivemos o prazer de descobrir:

    Tâmaras recheadas com chorizo e enroladas em bacon + Branco da Galícia

    [Colocar Alt]

    A harmonização esperada para esse maravilhoso prato seria com um tinto. Um tinto de corpo médio, no máximo, mas, sem dúvida, um tinto. No entanto, um Emilio Rojo 2012, um blend de uvas brancas da Galícia, entre elas Treixadura, Loureira, Albariño, Lado e Godello, mostrou-se espetacular. A vivacidade, decorrente de uma boa dose de acidez e notas cítricas, com muita mineralidade e uma gama de frutas que vão se sucedendo no olfato e na boca, foi perfeita com a leve doçura da tâmara e a acidez se contrapôs muito bem à gordura do bacon.

    Linguado em crosta de chorizo + Tinto do Rhône

    [Colocar Alt]

    Aqui, o linguado imediatamente nos conduzira às páginas de vinhos brancos em qualquer carta de restaurante em que estivéssemos. No entanto, o chorizo adicionou muito corpo ao prato possibilitando expandirmos nossa opção para um tinto, no caso, um Gigondas de Brotte Vieilles Vignes 2007. Com predominância de Grenache, mas com as características típicas aportadas pela Syrah, esse belo tinto de corpo médio apresentou notas de flores brancas no primeiro momento, o que foi um grande ponto de partida. Depois vieram todos os aromas e sabores de um Gigondas de enciclopédia, muito macio e com um final perfeito. Os temperos do chorizo, como a páprica, por exemplo, encontraram respaldo nos aromas do vinho, assim como as ervas que deram mais vida ao macio e imaculadamente branco linguado.

    Bisteca de porco grelhada com alecrim e alho + Sauvignon Blanc

    [Colocar Alt]

    O processo de grelhar a bisteca acrescenta a ela um defumado sem prejudicar a delicadeza da carne. Além disso, carameliza parcialmente a gordura dando um levíssimo toque adocicado. Essas características defumada e mineral podem ser encontradas em alguns vinhos brancos que acompanham muito bem o prato. É o caso dos Pouilly-Fumé, do Vale do Loire, produzidos com Sauvignon Blanc, por exemplo. Os vinhos de Didier Dagueneau, o gênio de Saint-Andelain, morto em 2008, são uma experiência incrível para esse prato. Além de uma panóplia de frutas, o vinho apresenta madeira suficiente para ser notada e adicionar ainda mais notas defumadas e carameladas, além da característica mineralidade. O vinho possui acidez suficiente para limpar o palato da gordura da carne e permitir que sabores mais sutis dominem essa maravilhosa jornada.

    Veja também:

    + Os melhores rótulos de Sauvignon Blanc!

    + Os encantos dos vinhos da Galícia

    + Enogastrônomia da Toscana 

    Lasanha de linguiça e queijo de cabra + Pinot noir

    [Colocar Alt]

    Alguém buscaria um vinho em outra prateleira que não a dos italianos? Talvez o palpite pudesse ser ainda mais específico, um vinho da Toscana. Pois, um Pinot Noir do Oregon, por exemplo, pode surpreendê-lo. Os melhores da classe possuem a estrutura de acidez, taninos e álcool per - feita para o prato. Enquanto a acidez do vinho aplaca a do queijo de cabra, os taninos macios se juntam à gordura da linguiça. O resto é puro prazer.

    Porco assado chinês + Moscato

    [Colocar Alt]

    O porco assado chinês usualmente passa por uma marinada de molho de soja, mel, alho e gengibre. Depois, é assado fazendo com que se crie uma camada crocante por fora e úmida e tenra por dentro. Há muitas opções para esse prato, mas uma inesperada é com um belo Moscato. Os espumantes doces produzidos por Paolo Saracco, por exemplo, possuem a doçura para contrabalancear o salgado da crosta externa do porco, as frutas maduras, como pêssegos e damascos, e flores brancas que se harmonizam perfeitamente com a doçura do mel; e a efervescência para enfrentar a gordura da carne e deixar o palato pronto para a próxima garfada. Uma combinação despretensiosa, mas que lhe fará querer repetir.

    Gostou? Compartilhe

    Facebook Revista ADEGAInstagram Revista ADEGA

    palavras chave

    ChardonnayHarmonizaçãoSauvignon BlancmoscatoBranco de GalíciaTinto do Rhône

    Notícias relacionadas

    Montilla, Espanha

    Montilla supera Jerez e será a capital do vinho em 2027

    Realizado em 10 de outubro de 2026, no The Henderson, em Hong Kong, o leilão The Cellar of the Hon. Henry Tang marcou os 60 anos do primeiro leilão de vinhos da Christie's, reunindo uma das mais prestigiadas coleções particulares da Ásia

    Coleção de vinhos raros arrecada R$ 35 milhões em leilão

    Crescimento do Mercado de Vinhos Europeus

    Vinhos de luxo voltam a subir, puxados pela Itália

    Colheita de uvas ao pôr do sol

    Por que a Califórnia comemora uma safra ruim de uvas?

    prowine 2026

    ProWine São Paulo 2026 supera 25 mil visitantes e bate recorde

    Colheita de uvas na vinícola

    Rioja encerra vindima histórica com 333 milhões de quilos de uvas

    Os segredos da clarificação do vinho explicados

    Vegetarianos devem evitar certos vinhos? Descubra por quê

    Brinde de Champagne e Bordeaux

    Champagne avança enquanto Bordeaux perde € 122 milhões no exterior

    Degustação em Adega Rústica de Vinhos

    Itália reforça aposta no enoturismo para valorizar seus vinhos

    Colheita Dourada entre Vinhedos e Aldeia

    Borgonha perde 30% da safra, mas tenta segurar os preços

    11 imperiais de Bordeaux

    Escolha sua assinatura

    Impressa
    1 ano

    Impressa
    2 anos

    Digital
    1 ano

    Digital
    2 anos

    +lidas

    12 vinhos que todo mundo deve ter em casa
    1

    12 vinhos que todo mundo deve ter em casa

    Bom e barato: os melhores espumantes até R$ 50
    2

    Bom e barato: os melhores espumantes até R$ 50

    Uvas contaminadas pela fumaça de incêndios ganham novo destino
    3

    Uvas contaminadas pela fumaça de incêndios ganham novo destino

    Por que o processo de esmagar uvas com os pés ainda é usado
    4

    Por que o processo de esmagar uvas com os pés ainda é usado

    Quem disse
    5

    Quem disse

    Revista ADEGA
    Revista TÊNIS
    AERO Magazine
    Melhor Vinho

    Inner Editora Ltda. 2003 - 2022 | Fale Conosco | Tel: (11) 3876-8200

    Inner Group